domingo, 12 de dezembro de 2010

Interessante pesquisa sobre sustentabilidade

Prezados,
no endereço
http://www.walmartsustentabilidade.com.br/_pdf/relatorios/sustentabilidade_aqui_e_agora.pdf
é possível achar uma interessante pesquisa sobre sustentabilidade denominada SUSTENTABILIDADE AQUI E AGORA
O documento leva o apoio do Ministério do Meio Ambiente e foi financiada pelo Wall-Mart
Só para dar um gostinho do que há no documento:

Há muito a fazer com relação à destinação correta de resíduos. 
Alguns alertas:
- 70% dos entrevistados jogam pilhas e baterias no lixo do¬méstico;
- 66% descartam remédios no lixo doméstico;
- 33% jogam tintas e solventes no lixo doméstico;
- 39% descartam óleo usado na pia da cozinha;
- 17% possuem lixo eletrônico guardado em casa.

Entre os três principais itens sobre os quais as pessoas se demonstraram
mais dispostas a colaborar, dois podem ajudar também
a economizar dinheiro. O primeiro lugar entre as atitudes do
dia-a-dia ficou com a economia de água, em segundo vem a separação
do lixo doméstico e, em terceiro, a redução do consumo
de energia elétrica em casa. Surpreendemente logo atrás vem a
disposição para não usar sacolas plásticas. Este é um indicativo
de que há uma aceitação por parte da sociedade para iniciativas
ou mesmo políticas públicas para a eliminação das sacolas

Vale a pena a leitura.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pesquisa como insumo para se pensar produtos e serviços sustentáveis

A pesquisa científica é uma das fontes fundamentais para gerar subsídios tanto para identificar a necessidade de produtos e serviços mais sustentáveis, quanto para inspirar sua criação. Uma fonte interessante de informações sobre pesquisa é a revista da FAPESP (vejam os links abaixo)
 http://www.revistapesquisa.fapesp.br/
http://www.agencia.fapesp.br/

Identifique nas revistas Pesquisa FAPESP 5(cinco) exemplos de pesquisas ou desenvolvimentos científicos que podem servir de base ou justificar o design ou redesign de produtos ou serviços mais sustentáveis (nome da pesquisa, referência bib, e resumo). A seguir, discuta os eventuais desafios e dificuldades para viabilizar tais produtos ou serviços nos modelos de negócios atuais ou em novos modelos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Zeitgeist - o sinal dos tempos - vale a pena conferir !

Zeitgeist (pronúncia: tzait.gaisst) é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo. (Fonte: Wikipédia)
Recomendo que assitam o filme: Zeitgeist Addendum
O vídeo pode ser assistido no link:
http://video.google.com/videoplay?docid=-5814730160244204337#
Trata-se de um ousado documentário, de produção independente, que não apenas desnuda a perversidade e manipulações da grandes Corporações Multinacionais, assim como, a globalização,da engenharia das instituições: financeiras, políticas e econômicas, sobre a qual se têm vindo a alicerçar os fundamentos de suposto desenvolvimento das sociedades ocidentais, como também eloqüentemente nos revela, com rara oportunidade e atualizada, quer a sua insustentabilidade social e ambiental quer a sua perversidade humana e civilizacional. Estreou no 5 º Festival Anual de Cinema Artivista em Los Angeles, Califórnia, em 2 de outubro de 2008.
Este vídeo se insere no contexto de "um movimento" que se iniciou com o lançamento do filme Zeitgeist
(um filme americano de 2007 sem fins lucrativos produzido por Peter Joseph que pretende, segundo o autor, inspirar as pessoas a investigarem o mundo de uma perspectiva diferente).
Este movimento assumiu o caráter de mobilização internacional cujo site de referência é:

Entre os documentos interessantes disponibilizados neste site, recomendamos a leitura de:
Guia de orientação do ativista 

e Projetando o Futuro


Assista o filme e Leia o documento "Projetando o futuro" e comente sobre as posibilidades de design (em geral e de animação em particular relacionada a este documento),

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Desenvolvimento e Felicidade

Um dos desejos humanos mais sublimes é o desejo de FELICIDADE !

Mas será que a nossa forma de viver atualmente contribui efetivamente para nossa felicidade ?

Na sociedade de consumo o sujeito (consumidor) se transforma em objeto. Ele ao mesmo tempo consome e precisa ser consumido. É a coisificação do indivíduo. E a estratégia que ele acaba adotando para voltar a ser sujeito (humano) é a de se transformar num objeto (produto, mercadoria) perceptível

Vejam as opiniões de Tim Jackson (mestre em filosofia pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, e Ph.D em física pela Universidade de St. Andrews, na Escócia.) e Amartya Sen (ganhador do Nobel de Economia em 1998):

Tim Jackson:
“A contínua busca pelo crescimento coloca em risco os ecossistemas dos quais dependemos para uma sobrevivência de longo prazo. Também há ampla evidência de que uma riqueza material maior nos países industrializados não faz seus habitantes felizes, muito pelo contrário. Além de determinado nível de renda, não existe uma correlação de que isso seja diretamente proporcional à felicidade.”
Fonte: http://www.pratigi.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1232:em-cima-da-noticia&catid=96:noticias&Itemid=458
Ele é autor do documento: Prosperidade sem crescimento ? Que discutiremos em outro POST. Disponível em:
http://www.sd-commission.org.uk/file_download.php?target=/publications/downloads/prosperity_without_growth_report.pdf

Amartya Sen:
É necessário redefinir a riqueza e a prosperidade com base nos parâmetros de *capacidade de florescimento
O florescimento se define como ter o suficiente para comer, ser parte de uma comunidade, ter um emprego que valha a pena, uma moradia decente, acesso a educação e serviços médicos.


Pensando nesta linha é relevante destacar o conceito de SUSTENTABILIDADE sugerido pelo professor Ezio Manzini (INDACO, Politecnico di Milano): “ a maneira de ser e fazer que possibilite que as pessoas possam viver melhor consumindo menos e regenerando seus contextos de vida"


Considerando esta perspectiva, qual deve ser o papel do Designer ?
Segundo o professor Ezio Manzini, o designer deve deixar de ser “agente de consumo”, e  tornar-se “agente de bem-estar sustentável”. O que significa isso na prática ? REFLITA A RESPEITO E DÊ SUA OPINIÃO.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Definições de Sustentabilidade - queres uma ? te dou 25 !

Diversas são as definições que podemos encontrar do que vem a ser sustentabilidade. A seguir relacionamos vinte cinco delas:

Sustentabilidade é
1.  é uma forma de pensamento sistêmico , relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais. A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro. Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser: ecologicamente correto; economicamente viável; socialmente justo; e culturalmente aceito. Fonte de Referência: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
2. é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades.    Fonte de Referência: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
3. é o tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares e por alguns anos, mas em todo o planeta e até um futuro longínquo. Assim, o “desenvolvimento sustentável” é um objetivo a ser alcançado não só pelas nações “em desenvolvimento” mas também pelas nações desenvolvidas.    Fonte de Referência:  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
4.     o tipo de desenvolvimento que, no mínimo, não deve por em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na terra: a atmosfera, as águas, os solos e os seres vivos.    Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Fonte de Referência:  CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
5.     “...a terra não deve ser deteriorada além de um limite razoável de recuperação. No caso dos minerais e dos combustíveis fósseis, é preciso dosar o índice de esgotamento e a ênfase na reciclagem e no uso econômico, para garantir que o recurso não se esgote.   Fonte de Referência:  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
6.    é a maneira de perceber as soluções para os problemas globais, que não se reduzem apenas a degradação do ambiente físico e biológico, mas que incorporam dimensões sociais , políticas e culturais, como a pobreza e a exclusão social.    Fonte de Referência: BARBIERI, Jóse Carlos, Desenvolvi-mento e Meio Ambiente: as estratégias de mudança da agenda 21 – Petrópolis-RJ. Vozes, 1997.
7.    correponde a melhoria da qualidade de vida, respeitando os limites da capacidade dos ecossistemas.    Fonte de Referência: UICN, PNUMA e WWF, Cuidando do Planeta Terra, SP, 1991.
8.    é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender as necessidades e as aspirações humanas.    Fonte de Referência: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
9.    é aquele que deixa para as gerações futuras tantas oportunidades como as que temos hoje, ou mesmo mais.    Fonte de Referência: Atribuída ao Banco Mundial: MAGALHÃES, Antônio Rocha. Um Novo Panejamento, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
10.   é  aquele com capacidade de permanecer ao longo do tempo, de criar benefícios duradouros para a comunidade Fonte de Referência:  (PROJETO ÁRIDAS)    MAGALHÃES, A.Rocha. Um Novo Panejamento, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
11.    significa um compromisso com as regras ecológicas.   Fonte de Referência:  CAVALCANTI, Clóvis. Sustentabilidade e Desenvolvimento: Dois Conceitos em Colisão, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
12. é uma “utopia mobilizadora” que procura ultrapassar as principais contradições da época atual (entre meio ambiente e desenvolvimento econômico, entre crescimento a curto prazo e desenvolvimento a longo prazo) Fonte de Referência:    LIBÓRIO, Mônica. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
13.  é um processo que melhora as condições de vida das comunidades humanas e, ao mesmo tempo, respeita os limites e a capacidade de cargas dos ecossistemas Fonte de Referência: SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
14.   diz respeito aos  três critérios fundamentais devem ser obedecidos simultaneamente: equidade social, prudência ecológica e eficiência econômica Fonte de Referência: (Maurice Strong, Prefácio).    SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
15.    Desenvolvimento Sustentável    Um desenvolvimento que proporcione verdadeiras melhorias na qualidade de vida humana e que, ao mesmo tempo, conserve a vitalidade e a diversidade do Planeta Terra    Fonte de Referência: UICN, PNUMA e WWF, Cuidando do Planeta Terra, SP, 1991.
16.    = desenvolvimento sem crescimento    Melhoramento qualitativo de uma base econômica física, que é mantida numa base firme através da inserção de matéria-energia que esteja dentro da capacidade regenerativa e assimilativa do ecossistema.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade.
17.    = desenvolvimento sem crescimento  - mas com controle populacional e redistribuição das riquezas – se pretender um ataque sério á pobreza.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade.
18.    é uma adaptação cultural levada a efeito pela sociedade à medida que esta se conscientiza da necessidade emergente de não crescimento.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade
19.   é um tipo de desenvolvimento que satisfaça as necessidades humanas  não exclua da opções econômicas e ambientais as gerações atuais e futuras.   Fonte de Referência:  SADLER, Barry. Desenvolvimento Sustentável: uma estrutura de análise.
20.  corresponde a estabilidade dos estoques de recursos, bem como os processos ecológicos necessários a manter a produtividade (fonte) e as funções assimilativas.   Fonte de Referência:  Pearce et alli  1988.
21.    é o desenvolvimento requerido para obter a satisfação duradoura das necessidades humanas e o crescimento (melhoria) da qualidade de vida   Fonte de Referência:  ALLEN, Robert – “How to Save the World”, artigo sumarizando o livro “Estratégia Mundial para a Conservação da Natureza”
22.    ...No passado, os benefícios da atividade humana foram freqüentemente exagerados, enquanto os custos das perdas ambientais foram ignorados... . às vezes argumenta-se que os benefícios dos investimentos humanos são temporários, enquanto os benefícios de um desenvolvimento sustentável são permanentes.    Fonte de Referência: Atribuída ao Banco Mundial (world Bank, 1992) em BELLIA, Vitor – Introdução à Economia do Meio Ambiente, IBAMA, Brasília – 1996.
23.    é uma  parte de uma nova perspectiva de desenvolvimento (Souza, 1994) e baseia-se em pressupostos éticos que demandam duas solidariedades interligadas: solidariedade sincrônica, com a geração à qual pertencemos, e solidariedade diacrônica com as gerações futuras.   Fonte de Referência:  BUARQUE, Sérgio C. Metodologia de planejamento do desenvolvimento local e municipal sustentável – Brasília : Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) 1999.
24.    é um relacionamento entre sistemas econômicos dinâmicos e sistemas ecológicos maiores e também dinâmicos, embora de mudança mais lenta, em que: a) a vida humana pode continuar indefinidamente; b) os indivíduos podem prosperar; c) as culturas humanas podem tornarem-se sustentáveis    Fonte de Referência: SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
25.     Significa tendência à estabilidade, equilíbrio dinâmico e interdependência entre ecossistemas.  Fonte de Referência:  LIMA, F. C. GUSTAVO – O Debate da Sustentabilidade na Sociedade Insustentável. In Política e Trabalho, 13, setembro/1997, p. 201-222.

Escolha a definição que você mais gostou e contribua para que ela se materialize nas suas ações no dia a dia e propague esta idéia em na sua esfera de influência !

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Design e Sustentabilidade - reflexões iniciais sobre o potencial de contribuição

Nos documentários já analisados é possível perceber como é grande o desafio de contribuir para a sustentabilidade.
No vídeo Story of Stuff (A história das coisas)  - disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
afirma-se que logo após a segunda guerra mundial se buscavam formas de melhorar a economia e a sugestão de Victor Lebow virou regra para todo o sistema.
Ele disse: “Nossa economia altamente produtiva exige que façamos do consumo nosso meio de vida, que devemos converter a compra e o uso desses bens em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, em consumo. Precisamos ter coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo mais e mais acelerado.” 
Assim, o "consumo" tornou-se a preocupação principal e a obsolecência planejada e percebida (olha o design aí gente !!) são usadas de forma deliberada para de forma combinada com a mídia incentivar o consumo.
Refletindo sobre tudo isso, como podemos encarar o papel do design neste contexto ? e como pode ser um design que contribua para um mundo mais sustentável e uma vida mais feliz ? Em especial, como o design de animação pode contribuir ?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Legislação federal em prol da Sustentabilidade

A preocupação com relação a sustentabilidade começou recentemente a ser formalizada no Brasil, nas três esferas (federal, estadual e municipal). Diversas são as leis federais, estaduais e municipais relacionadas a sustentabilidade. A seguir são citados dois exemplos  relevantes de iniciativas nesta área, no nível federal (em outro post trataremos de exemplos estaduais e municipais). Para cada um deles é apresentada uma tarefa relacionada ao tema tratado nos respectivos documentos (acesse o link para baixá-los !). Boa leitura, reflexões e comentários.

(1) O Guia de compras Públicas Sustentáveis para a Administração Federal, disponível  no endereço:
http://cpsustentaveis.planejamento.gov.br/wp-content/uploads/2010/06/Cartilha.pdf

(Questionamento 1) Este Guia apresenta a fundamentação que justifica a importância das compras públicas na promoção da sustentabilidade. Quais são os principais conceitos relacionados a sustentabilidade e estratégias citados neste Guia ?

(2) A INSTRUÇÃO NORMATIVA NO 01, DE 19 DE JANEIRO DE 2010, que dispõe sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração
Pública Federal, e pode ser obtida na integra no link:
http://cpsustentaveis.planejamento.gov.br/wp-content/uploads/2010/03/Instru%C3%A7%C3%A3o-Normativa-01-10.pdf

Dentre outras decisões, esta instrução  permite aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, que quando da aquisição de bens, poderão exigir diversos critérios de sustentabilidade ambiental, como, por exemplo, que os bens a serem adquiridos sejam constituídos, no todo ou em parte, por material reciclado, atóxico, biodegradável, conforme ABNT NBR – 15448-1 e 15448-2.

(Questionamento 2) É possível perceber na sua leitura que esta instrução normativa cita diversos outras normas, diretivas e dispositivos ou recomendações, bem como órgãos, conselhos e projetos nacionais e internacionais. Relacione-os, pesquise sobre eles (cite seus respectivos sites de referência) e cite de forma resumida o papel potencial que cada um deles pode ter em prol do desenvolvimento sustentável.

Recomendamos também a leitura da LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010 que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Como os Jogos (games) podem contribuir como vitrine de práticas sustentáveis

Em seu artigo "Social Impact Games: uma nova possibilidade de comunicação" (disponível em:

 http://www.bocc.uff.br/pag/nunes-maira-social-impact-games.pdf ),  Maira Rita Begalli Nunes, discute a evolução dos Games e seu potencial de contribuição para a sensibilização das pessoas para diversos temas de interesse social.

Ela, inicialmente, faz um "Breve Relato Sobre a Sociedade Contemporânea", no qual resume a situação mundial após o início dos anos 70:
"A sociedade que compôs o cenário global no final do século XX gera um egoísmo antisocial, onde só o prazer e o interesse individual são importantes. O público perdeu espaço para o privado e as grandes corporações invadiram outros setores e passaram a dominar todos os aspectos da vida social. O “mercado global” passa a exercer cada vez mais controle sobre os governos. O dinheiro das transnacionais desconhece barreiras e fronteiras, e passa a ter mais poder do que as organizações - limitadas por seus territórios, como governos, parlamentos e sindicatos.
O Estado também perde a maior parte da sua capacidade de cuidar do “bem-estar social”, e entrega estes cuidados na mão do mercado. A insegurança e desorientação alimentam a violência evidente. As estruturas e certezas “desmoronam”, e as formas de produção e economia tendem a tem “expulsar a mão-de-obra humana”, aumentando o vão econômico e social dos indivíduos.
Neste cenário desfragmentado, aflora a desestruturação familiar e dos laços pessoais, como eram conhecidos até então. As famílias se tornaram menores, os casamentos já não duram para sempre. As populações,  com maior grau de escolaridade, habitantes das regiões mais urbanizadas e  industrializadas dos Estados, não possuem desejo de conceber filhos, ou construir família.
...
O quadro traçado gerou abismos profundos entre ricos e pobres. Nasceu o “egoísmo coletivo da riqueza”, um termo usado para ilustrar a prática dos países ricos, que desejavam o livre comércio com os países pobres, sem arcar com os custos do desenvolvimento de tais localidades.
A dissolução de normas, texturas e valores sociais tradicionais deixaram tantos os habitantes do mundo desenvolvido, como os miseráveis excluídos, órfãos e sem herança. A arte e a cultura sofreram grande influência do processo tecnológico, e assim tornaram se cada vez mais difusas, produzidas e reproduzidas em larga escala, massificadas e consumidas, apenas, como produto.Os aparelhos de rádio e televisão se popularizaram, abrindo caminhos para novas tecnologias na vida cotidiana e aumentando a força da mídia na sociedade. Tanto como forma de informação e entretenimento, como de controle e manipulação.
O surgimento da “revolucionária” indústria de diversão popular marcou o século XX, reduzindo as formas tradicionais de grande arte, a guetos de elite. Tanto é que, a cultura comum, de qualquer país urbanizado de fins de século XX, se baseava na indústria de diversão de massa: cinema, rádio, televisão, música popular. Além disso, ocorreu um processo de segregação “sócio-cultural”, pois só por um acidente ocasional o grosso do público que a indústria de diversão atraía poderia encontrar os gêneros de alta cultura.
A arte tornou-se comercializável, substituída pela indústria cultural, tornou-se disponível
aos instrumentos publicitários. Neste contexto as marcas tornaram-se a imagem e a manifestação mais presente das comunidades e de seus indivíduos.
"

E, neste contexto, que ela destaca a inserção dos jogos e dos "mundos virtuais":
Graças, ao seu potencial catártico, e a possibilidade de projeção do jogador, os games virtuais ganharam milhares de adeptos em todo planeta. Na simulação, pessoas comuns descobriram as vantagens de ser um personagem mais forte, mais bonito, dotado de poderes especiais. E assim muitas pessoas passaram a optam por permanecerem mais tempo no mundo virtual do que no mundo real. ...

Baudrillard analisa grupos sociais contemporâneos enquanto sociedade de consumo, produtora de mitos e estruturas excludentes, trabalhando a “sedução” como artifício do mundo. Propõe reflexões sobre a tecnologia e suas implicações, em um cenário onde o ser humano se afasta cada vez mais do mundo real e natural, e se concentra no mundo das imagens.
...
Para Baudrillard, a sedução é o domínio total do universo simbólico. Através dela é possível exercer poder e movimentar os elementos da sociedade. Contudo, a sedução não deve ser entendida como o desejo, pois a sedução alimenta o desejo. Já que o desejo só se sustenta na falta de algo. Assim, o que seduz é o que não podemos ter ou ser. É a imagem, o simulacro.
Deste modo, o lúdico não é necessariamente o divertimento, ele é o modo de funcionamento das redes, seu modo de investimento e manipulação. O lúdico está em tudo, inclusive na escolha de uma marca. O lúdico seduz pelo distanciamento do fato real e a criação de uma outra realidade.
Para, em seguida, discutir e exemplificar o uso potencial dos “Social Impact Games”. Estes Jogos promovem a interação entre os games digitais e temas atuais, trazendo para sociedade consciência e reflexão
sobre estes temas.


Leiam o artigo (baixem clicando no link respectivo) e respondam:
- por que é importante considerar o contexto descrito na seção "Breve Relato Sobre a Sociedade Contemporânea" para entender o potencial dos Games ?
- nos trechos seguintes, a autora nos leva a crer que os games e as mídias em geral hoje estão a serviço da manutenção do modelo atual ?
- assim, como propor “Social Impact Games” em um contexto como este ?

Para aqueles que não viram ainda, vale apena assistir:

Trata-se de uma palestra  da pesquisadora Jane McGonigal (do Instituto do Futuro - Palo Alto - Califórnia) entitulada "Jogando por um mundo melhor", no qual ela defende o uso de jogos para mobilizar as pessoas para contribuir para um mundo melhor.

Boa leitura e reflexões.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Filme "The Corporation" e a responsabilidade das empresas

A sustentabilidade é responsabilidade de todos, certo ? Pessoas físicas e jurídicas devem contribuir para que tenhamos um mundo com produtos, serviços e comportamentos cada vez mais sustentáveis. Mas será que as empresas tem este tipo de preocupação ?
Para entender melhor como as empresas encaram nosso mundo é muito útil assistir o filme:
"The Coorporation" - http://www.thecorporation.com/
O DVD pode ser locado na maioria das boas locadoras ou adquirido nas boas livrarias na internet
No Youtube é possível assistir também alguns trechos do filme (legendado). Eis o link para o primeiro trecho:
http://www.youtube.com/watch?v=hj-5iFrVczQ
Assista o filme e reflita:
No filme Coorporation (A coorporação) são estimuladas reflexões sobre a enorme presença das grandes corporações no dia-a-dia da sociedade hoje; e se questiona o Estado, a Justiça e as corporações - Quem está a serviço de quem? O que você pode concluir a partir do que viu no filme ?
Ainda com relação ao filme, é feita uma comparação entre as empresas e uma pessoa psicopata. O resultado desta comparação é a identificação de diversas características comuns (total desinteresse pelo sentimento alheio, incapacidade de manter relações duradouras, total desconsideração pela segurança alheia,  Incapacidade de sentir culpa, Incapacidade de seguir as normas sociais de conduta dentro da lei, etc). Por que as pessoas que dirigem, trabalham ou mesmo os acionistas destas empresas não contribuem para mudar este comportamento ?
Aguardo os devidos comentários.

domingo, 29 de agosto de 2010

A Animação e a sensibilização para a sustentabilidade

Diversos são os filmes de animação ou que incorporam recursos de animação digital que transmitemmensagens relacioanadas a sustentabilidade. Vejamos alguns deles:


Happy Feet (o Pinguim) - wwws.br.warnerbros.com/happyfeet/

Resumo: Um jovem pingüim canta muito mal, o que é um desastre para a comunidade em que vive. Ele sabe sapatear muito bem, mas isto não é considerado importante. Entre os pingüins imperador você passa a se tornar parte do grupo apenas se souber cantar. Além desta questão de socialização, o filme discute questões de aquecimento global, derretimento do gelo e falta de alimento para os pingüins.
Animação. EUA: 2006. 98 min.

Bee Movie (A História de uma Abelha) - www.beemovie.com
Resumo: Barry é uma abelha que acaba de se formar na faculdade, mas não se sente satisfeito em executar uma única função durante toda a sua vida, na fabricação de mel.
Ele descobre que seres humanos colhem e vendem mel. Por isso, decide processar toda a raça humana.
No decorrer do filme discute-se o papel das abelhas e do homem no controle do equilíbrio ecológico.
O desequilíbrio ecológico é exemplificado no filme no momento em que as abelhasinterrompem a produção de mel.Animação. EUA: 2007. 91 min.


Wall E - http://www.disney.com.br/DVD/walle/
Resumo: O mundo foi soterrado pelo lixo da humanidade. Sem alternativas, várias espaçonaves com humanos para o espaço sideral. O intuito era passar apenas 5 anos abordo da estação espacial Axiom e logo assim que a limpeza fosse concluída e o mundo se tornasse habitável, mandar todos de volta à Terra. Enquanto isso, máquinas limpariam a Terra. Essas máquinas identificadas como WALL•E (acrónimo para Waste Allocation Load Lifters - Earth-Class, em português, (Levantadores de Carga para Alocação de Lixo - Classe 'Terra'). Porém, eles não suportaram as condições precárias em que se encontrava o planeta e acabaram deixando de funcionar.
Um único exemplar de WALL•E, no entanto, continua funcionando, e passa a vagar pelo planeta realizando a tarefa a qual ele foi programado a fazer, e por 700 anos ele trabalha sozinho colecionando inúmeros artefatos humanos que ele encontra durante a limpeza. Nesse espaço de tempo, o pequeno WALL•E desenvolveu consciência e personalidade. Seu interesse pela cultura de um povo que ele nunca encontrou só cresceu, assim como seu respeito pela vida, que ele conhece apenas na forma de um eventual broto ou sua companheira, uma baratinha de estimação, Hal.


AVATAR - www.avatarmovie.com/
Resumo: Pandora é um planeta distante, onde os seres humanos estão explorando um minério essencial e valiosíssimo para a matriz energética da Terra. Petróleo? Não, o nome do mineral é Unobtanium. A pedra é tão valiosa que os humanos passarão por tudo para consegui-la. Até passar por cima do belo mundo selvagem habitado pelos Na’vi.
Para conhecê-los e conquistá-los, um grupo de cientista cria corpos alienígenas que podem ser controlados pelo terrestres. São os avatares.
A história segue e um soldado controlando um avatar se apaixona por uma alienígena e a trama evolui a partir daí. O interessante é a preocupação com a ecologia que o filme mostra.
Durante todo o filme, é ressaltado como os Na’vi vivem em harmonia com a natureza de Pandora. Em um certo ponto é descoberta uma ligação química e biológica entre todos os seres das florestas daqueles planeta. No final há ainda uma surpresa trazida por ninguém menos que a própria mãe-natureza.

Relacionem outros exemplos. Vamos tentar chegar a pelo menos 20.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Filme Food Inc (Alimentos SA)

O filme Food Inc (Alimentos SA) apresenta-se como um documentário que trata do que comemos e como isso é produzido.

O site oficial do filme é http://www.foodincmovie.com/
Nele é possível acessar  alguns materiais elaborados para uso educacional
http://www.foodincmovie.com/spread-the-word.php
como um documento que orienta a discussão dos temas tratados nos filmes
http://www.foodincmovie.com/img/download/foodinc_discussion_guide_Spanish.pdf

Encontrei  no Youtube boa parte do filme legendado em português:
(part 1) http://www.youtube.com/watch?v=71TXR2Adx4E
(part 2) http://www.youtube.com/watch?v=gTYBZoyyVE0
(part 3) http://www.youtube.com/watch?v=1HtV4T4U864
(part 4) http://www.youtube.com/watch?v=yQJ6XmvutJ4
(part 5) http://www.youtube.com/watch?v=IG2LMs3ohn0
(part 6)  http://www.youtube.com/watch?v=gncMcZ-kgjQ
(part 7) http://www.youtube.com/watch?v=yzsuVJYoEi0
(part 8) http://www.youtube.com/watch?v=RDjTCunTcp0

Mas, para aqueles que podem, minha recomendação é comprar o DVD. Na Amazon ele custa apenas U$ 9,99. Nada melhor do que comprá-lo e contribuir para os produtores se estimularem a darem continuidade a criação de documentários que nos façam refletir sobre nosso estilo de vida, como é o caso do Food Inc.

A mensagem do filme pode ser resumida na frase: “Queremos pagar o mínimo possível pela nossa comida, mas não entendemos que isso tem um preço.”

Fala da comida clonada, o problema de falta de identificação deste tipo de alimento e dos  geneticamente modificados. Do banho de amônia na carne para hambúrger para matar uma variação resistente à antibiótico da Escherichia coli. Da criação em condições lastimáveis de animais para abate. Da política de subsídio ao milho fez com que toda a produção de animais se baseasse nesse grão, causando até as hordas de imigrantes mexicanos que tanto os americanos reclamam…

Como chegamos a este ponto ? e qual a relação desta situação com as grandes corporações alimentares ? e o com o comportamento dos consumidores ?

Para os alunos do curso de animação:  Como podemos usar o design de animação (filmes, jogos, etc) para contribuir para disseminar princípios que ajudem a criar consumidores conscientes e uma indústria de alimentos mais responsável e sustentável ?

Apresentação do Blog

Prezados, este blog tem como objetivo estimular a reflexão em torno do tema sustentabilidade e disseminar indicações de leitura, vídeos, links, etc discutidos pelos alunos da disciplina de sustentabilidade do curso de Design de Animação do Departamento de Expressão Gráfica (EGR) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). A idéia é compartilhar com a comunidade estas indicações de fontes de informação e as reflexões relativas a sua análise, bem como abrir a possibilidade de enriquecê-las com opiniões e sugestões de referências dos internautas em geral. Sabemos que é um grande desafio identificar produtos, práticas e contextos que comprometem a sustentabilidade e entender os princípios e motivações que os geram. Igualmente importante é a elaboração de estratégias que estimulem a disseminação de princípios e de uma nova consciência que criem novos contextos, produtos e práticas sustentáveis.