quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Desenvolvimento e Felicidade

Um dos desejos humanos mais sublimes é o desejo de FELICIDADE !

Mas será que a nossa forma de viver atualmente contribui efetivamente para nossa felicidade ?

Na sociedade de consumo o sujeito (consumidor) se transforma em objeto. Ele ao mesmo tempo consome e precisa ser consumido. É a coisificação do indivíduo. E a estratégia que ele acaba adotando para voltar a ser sujeito (humano) é a de se transformar num objeto (produto, mercadoria) perceptível

Vejam as opiniões de Tim Jackson (mestre em filosofia pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, e Ph.D em física pela Universidade de St. Andrews, na Escócia.) e Amartya Sen (ganhador do Nobel de Economia em 1998):

Tim Jackson:
“A contínua busca pelo crescimento coloca em risco os ecossistemas dos quais dependemos para uma sobrevivência de longo prazo. Também há ampla evidência de que uma riqueza material maior nos países industrializados não faz seus habitantes felizes, muito pelo contrário. Além de determinado nível de renda, não existe uma correlação de que isso seja diretamente proporcional à felicidade.”
Fonte: http://www.pratigi.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1232:em-cima-da-noticia&catid=96:noticias&Itemid=458
Ele é autor do documento: Prosperidade sem crescimento ? Que discutiremos em outro POST. Disponível em:
http://www.sd-commission.org.uk/file_download.php?target=/publications/downloads/prosperity_without_growth_report.pdf

Amartya Sen:
É necessário redefinir a riqueza e a prosperidade com base nos parâmetros de *capacidade de florescimento
O florescimento se define como ter o suficiente para comer, ser parte de uma comunidade, ter um emprego que valha a pena, uma moradia decente, acesso a educação e serviços médicos.


Pensando nesta linha é relevante destacar o conceito de SUSTENTABILIDADE sugerido pelo professor Ezio Manzini (INDACO, Politecnico di Milano): “ a maneira de ser e fazer que possibilite que as pessoas possam viver melhor consumindo menos e regenerando seus contextos de vida"


Considerando esta perspectiva, qual deve ser o papel do Designer ?
Segundo o professor Ezio Manzini, o designer deve deixar de ser “agente de consumo”, e  tornar-se “agente de bem-estar sustentável”. O que significa isso na prática ? REFLITA A RESPEITO E DÊ SUA OPINIÃO.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Definições de Sustentabilidade - queres uma ? te dou 25 !

Diversas são as definições que podemos encontrar do que vem a ser sustentabilidade. A seguir relacionamos vinte cinco delas:

Sustentabilidade é
1.  é uma forma de pensamento sistêmico , relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais. A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro. Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser: ecologicamente correto; economicamente viável; socialmente justo; e culturalmente aceito. Fonte de Referência: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
2. é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades.    Fonte de Referência: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
3. é o tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares e por alguns anos, mas em todo o planeta e até um futuro longínquo. Assim, o “desenvolvimento sustentável” é um objetivo a ser alcançado não só pelas nações “em desenvolvimento” mas também pelas nações desenvolvidas.    Fonte de Referência:  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
4.     o tipo de desenvolvimento que, no mínimo, não deve por em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na terra: a atmosfera, as águas, os solos e os seres vivos.    Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Fonte de Referência:  CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
5.     “...a terra não deve ser deteriorada além de um limite razoável de recuperação. No caso dos minerais e dos combustíveis fósseis, é preciso dosar o índice de esgotamento e a ênfase na reciclagem e no uso econômico, para garantir que o recurso não se esgote.   Fonte de Referência:  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
6.    é a maneira de perceber as soluções para os problemas globais, que não se reduzem apenas a degradação do ambiente físico e biológico, mas que incorporam dimensões sociais , políticas e culturais, como a pobreza e a exclusão social.    Fonte de Referência: BARBIERI, Jóse Carlos, Desenvolvi-mento e Meio Ambiente: as estratégias de mudança da agenda 21 – Petrópolis-RJ. Vozes, 1997.
7.    correponde a melhoria da qualidade de vida, respeitando os limites da capacidade dos ecossistemas.    Fonte de Referência: UICN, PNUMA e WWF, Cuidando do Planeta Terra, SP, 1991.
8.    é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender as necessidades e as aspirações humanas.    Fonte de Referência: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
9.    é aquele que deixa para as gerações futuras tantas oportunidades como as que temos hoje, ou mesmo mais.    Fonte de Referência: Atribuída ao Banco Mundial: MAGALHÃES, Antônio Rocha. Um Novo Panejamento, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
10.   é  aquele com capacidade de permanecer ao longo do tempo, de criar benefícios duradouros para a comunidade Fonte de Referência:  (PROJETO ÁRIDAS)    MAGALHÃES, A.Rocha. Um Novo Panejamento, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
11.    significa um compromisso com as regras ecológicas.   Fonte de Referência:  CAVALCANTI, Clóvis. Sustentabilidade e Desenvolvimento: Dois Conceitos em Colisão, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
12. é uma “utopia mobilizadora” que procura ultrapassar as principais contradições da época atual (entre meio ambiente e desenvolvimento econômico, entre crescimento a curto prazo e desenvolvimento a longo prazo) Fonte de Referência:    LIBÓRIO, Mônica. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
13.  é um processo que melhora as condições de vida das comunidades humanas e, ao mesmo tempo, respeita os limites e a capacidade de cargas dos ecossistemas Fonte de Referência: SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
14.   diz respeito aos  três critérios fundamentais devem ser obedecidos simultaneamente: equidade social, prudência ecológica e eficiência econômica Fonte de Referência: (Maurice Strong, Prefácio).    SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
15.    Desenvolvimento Sustentável    Um desenvolvimento que proporcione verdadeiras melhorias na qualidade de vida humana e que, ao mesmo tempo, conserve a vitalidade e a diversidade do Planeta Terra    Fonte de Referência: UICN, PNUMA e WWF, Cuidando do Planeta Terra, SP, 1991.
16.    = desenvolvimento sem crescimento    Melhoramento qualitativo de uma base econômica física, que é mantida numa base firme através da inserção de matéria-energia que esteja dentro da capacidade regenerativa e assimilativa do ecossistema.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade.
17.    = desenvolvimento sem crescimento  - mas com controle populacional e redistribuição das riquezas – se pretender um ataque sério á pobreza.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade.
18.    é uma adaptação cultural levada a efeito pela sociedade à medida que esta se conscientiza da necessidade emergente de não crescimento.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade
19.   é um tipo de desenvolvimento que satisfaça as necessidades humanas  não exclua da opções econômicas e ambientais as gerações atuais e futuras.   Fonte de Referência:  SADLER, Barry. Desenvolvimento Sustentável: uma estrutura de análise.
20.  corresponde a estabilidade dos estoques de recursos, bem como os processos ecológicos necessários a manter a produtividade (fonte) e as funções assimilativas.   Fonte de Referência:  Pearce et alli  1988.
21.    é o desenvolvimento requerido para obter a satisfação duradoura das necessidades humanas e o crescimento (melhoria) da qualidade de vida   Fonte de Referência:  ALLEN, Robert – “How to Save the World”, artigo sumarizando o livro “Estratégia Mundial para a Conservação da Natureza”
22.    ...No passado, os benefícios da atividade humana foram freqüentemente exagerados, enquanto os custos das perdas ambientais foram ignorados... . às vezes argumenta-se que os benefícios dos investimentos humanos são temporários, enquanto os benefícios de um desenvolvimento sustentável são permanentes.    Fonte de Referência: Atribuída ao Banco Mundial (world Bank, 1992) em BELLIA, Vitor – Introdução à Economia do Meio Ambiente, IBAMA, Brasília – 1996.
23.    é uma  parte de uma nova perspectiva de desenvolvimento (Souza, 1994) e baseia-se em pressupostos éticos que demandam duas solidariedades interligadas: solidariedade sincrônica, com a geração à qual pertencemos, e solidariedade diacrônica com as gerações futuras.   Fonte de Referência:  BUARQUE, Sérgio C. Metodologia de planejamento do desenvolvimento local e municipal sustentável – Brasília : Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) 1999.
24.    é um relacionamento entre sistemas econômicos dinâmicos e sistemas ecológicos maiores e também dinâmicos, embora de mudança mais lenta, em que: a) a vida humana pode continuar indefinidamente; b) os indivíduos podem prosperar; c) as culturas humanas podem tornarem-se sustentáveis    Fonte de Referência: SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
25.     Significa tendência à estabilidade, equilíbrio dinâmico e interdependência entre ecossistemas.  Fonte de Referência:  LIMA, F. C. GUSTAVO – O Debate da Sustentabilidade na Sociedade Insustentável. In Política e Trabalho, 13, setembro/1997, p. 201-222.

Escolha a definição que você mais gostou e contribua para que ela se materialize nas suas ações no dia a dia e propague esta idéia em na sua esfera de influência !

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Design e Sustentabilidade - reflexões iniciais sobre o potencial de contribuição

Nos documentários já analisados é possível perceber como é grande o desafio de contribuir para a sustentabilidade.
No vídeo Story of Stuff (A história das coisas)  - disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
afirma-se que logo após a segunda guerra mundial se buscavam formas de melhorar a economia e a sugestão de Victor Lebow virou regra para todo o sistema.
Ele disse: “Nossa economia altamente produtiva exige que façamos do consumo nosso meio de vida, que devemos converter a compra e o uso desses bens em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, em consumo. Precisamos ter coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo mais e mais acelerado.” 
Assim, o "consumo" tornou-se a preocupação principal e a obsolecência planejada e percebida (olha o design aí gente !!) são usadas de forma deliberada para de forma combinada com a mídia incentivar o consumo.
Refletindo sobre tudo isso, como podemos encarar o papel do design neste contexto ? e como pode ser um design que contribua para um mundo mais sustentável e uma vida mais feliz ? Em especial, como o design de animação pode contribuir ?

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Legislação federal em prol da Sustentabilidade

A preocupação com relação a sustentabilidade começou recentemente a ser formalizada no Brasil, nas três esferas (federal, estadual e municipal). Diversas são as leis federais, estaduais e municipais relacionadas a sustentabilidade. A seguir são citados dois exemplos  relevantes de iniciativas nesta área, no nível federal (em outro post trataremos de exemplos estaduais e municipais). Para cada um deles é apresentada uma tarefa relacionada ao tema tratado nos respectivos documentos (acesse o link para baixá-los !). Boa leitura, reflexões e comentários.

(1) O Guia de compras Públicas Sustentáveis para a Administração Federal, disponível  no endereço:
http://cpsustentaveis.planejamento.gov.br/wp-content/uploads/2010/06/Cartilha.pdf

(Questionamento 1) Este Guia apresenta a fundamentação que justifica a importância das compras públicas na promoção da sustentabilidade. Quais são os principais conceitos relacionados a sustentabilidade e estratégias citados neste Guia ?

(2) A INSTRUÇÃO NORMATIVA NO 01, DE 19 DE JANEIRO DE 2010, que dispõe sobre os critérios de sustentabilidade ambiental na aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela Administração
Pública Federal, e pode ser obtida na integra no link:
http://cpsustentaveis.planejamento.gov.br/wp-content/uploads/2010/03/Instru%C3%A7%C3%A3o-Normativa-01-10.pdf

Dentre outras decisões, esta instrução  permite aos órgãos e entidades da Administração Pública Federal direta, autárquica e fundacional, que quando da aquisição de bens, poderão exigir diversos critérios de sustentabilidade ambiental, como, por exemplo, que os bens a serem adquiridos sejam constituídos, no todo ou em parte, por material reciclado, atóxico, biodegradável, conforme ABNT NBR – 15448-1 e 15448-2.

(Questionamento 2) É possível perceber na sua leitura que esta instrução normativa cita diversos outras normas, diretivas e dispositivos ou recomendações, bem como órgãos, conselhos e projetos nacionais e internacionais. Relacione-os, pesquise sobre eles (cite seus respectivos sites de referência) e cite de forma resumida o papel potencial que cada um deles pode ter em prol do desenvolvimento sustentável.

Recomendamos também a leitura da LEI Nº 12.305, DE 2 DE AGOSTO DE 2010 que Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998; e dá outras providências.
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Como os Jogos (games) podem contribuir como vitrine de práticas sustentáveis

Em seu artigo "Social Impact Games: uma nova possibilidade de comunicação" (disponível em:

 http://www.bocc.uff.br/pag/nunes-maira-social-impact-games.pdf ),  Maira Rita Begalli Nunes, discute a evolução dos Games e seu potencial de contribuição para a sensibilização das pessoas para diversos temas de interesse social.

Ela, inicialmente, faz um "Breve Relato Sobre a Sociedade Contemporânea", no qual resume a situação mundial após o início dos anos 70:
"A sociedade que compôs o cenário global no final do século XX gera um egoísmo antisocial, onde só o prazer e o interesse individual são importantes. O público perdeu espaço para o privado e as grandes corporações invadiram outros setores e passaram a dominar todos os aspectos da vida social. O “mercado global” passa a exercer cada vez mais controle sobre os governos. O dinheiro das transnacionais desconhece barreiras e fronteiras, e passa a ter mais poder do que as organizações - limitadas por seus territórios, como governos, parlamentos e sindicatos.
O Estado também perde a maior parte da sua capacidade de cuidar do “bem-estar social”, e entrega estes cuidados na mão do mercado. A insegurança e desorientação alimentam a violência evidente. As estruturas e certezas “desmoronam”, e as formas de produção e economia tendem a tem “expulsar a mão-de-obra humana”, aumentando o vão econômico e social dos indivíduos.
Neste cenário desfragmentado, aflora a desestruturação familiar e dos laços pessoais, como eram conhecidos até então. As famílias se tornaram menores, os casamentos já não duram para sempre. As populações,  com maior grau de escolaridade, habitantes das regiões mais urbanizadas e  industrializadas dos Estados, não possuem desejo de conceber filhos, ou construir família.
...
O quadro traçado gerou abismos profundos entre ricos e pobres. Nasceu o “egoísmo coletivo da riqueza”, um termo usado para ilustrar a prática dos países ricos, que desejavam o livre comércio com os países pobres, sem arcar com os custos do desenvolvimento de tais localidades.
A dissolução de normas, texturas e valores sociais tradicionais deixaram tantos os habitantes do mundo desenvolvido, como os miseráveis excluídos, órfãos e sem herança. A arte e a cultura sofreram grande influência do processo tecnológico, e assim tornaram se cada vez mais difusas, produzidas e reproduzidas em larga escala, massificadas e consumidas, apenas, como produto.Os aparelhos de rádio e televisão se popularizaram, abrindo caminhos para novas tecnologias na vida cotidiana e aumentando a força da mídia na sociedade. Tanto como forma de informação e entretenimento, como de controle e manipulação.
O surgimento da “revolucionária” indústria de diversão popular marcou o século XX, reduzindo as formas tradicionais de grande arte, a guetos de elite. Tanto é que, a cultura comum, de qualquer país urbanizado de fins de século XX, se baseava na indústria de diversão de massa: cinema, rádio, televisão, música popular. Além disso, ocorreu um processo de segregação “sócio-cultural”, pois só por um acidente ocasional o grosso do público que a indústria de diversão atraía poderia encontrar os gêneros de alta cultura.
A arte tornou-se comercializável, substituída pela indústria cultural, tornou-se disponível
aos instrumentos publicitários. Neste contexto as marcas tornaram-se a imagem e a manifestação mais presente das comunidades e de seus indivíduos.
"

E, neste contexto, que ela destaca a inserção dos jogos e dos "mundos virtuais":
Graças, ao seu potencial catártico, e a possibilidade de projeção do jogador, os games virtuais ganharam milhares de adeptos em todo planeta. Na simulação, pessoas comuns descobriram as vantagens de ser um personagem mais forte, mais bonito, dotado de poderes especiais. E assim muitas pessoas passaram a optam por permanecerem mais tempo no mundo virtual do que no mundo real. ...

Baudrillard analisa grupos sociais contemporâneos enquanto sociedade de consumo, produtora de mitos e estruturas excludentes, trabalhando a “sedução” como artifício do mundo. Propõe reflexões sobre a tecnologia e suas implicações, em um cenário onde o ser humano se afasta cada vez mais do mundo real e natural, e se concentra no mundo das imagens.
...
Para Baudrillard, a sedução é o domínio total do universo simbólico. Através dela é possível exercer poder e movimentar os elementos da sociedade. Contudo, a sedução não deve ser entendida como o desejo, pois a sedução alimenta o desejo. Já que o desejo só se sustenta na falta de algo. Assim, o que seduz é o que não podemos ter ou ser. É a imagem, o simulacro.
Deste modo, o lúdico não é necessariamente o divertimento, ele é o modo de funcionamento das redes, seu modo de investimento e manipulação. O lúdico está em tudo, inclusive na escolha de uma marca. O lúdico seduz pelo distanciamento do fato real e a criação de uma outra realidade.
Para, em seguida, discutir e exemplificar o uso potencial dos “Social Impact Games”. Estes Jogos promovem a interação entre os games digitais e temas atuais, trazendo para sociedade consciência e reflexão
sobre estes temas.


Leiam o artigo (baixem clicando no link respectivo) e respondam:
- por que é importante considerar o contexto descrito na seção "Breve Relato Sobre a Sociedade Contemporânea" para entender o potencial dos Games ?
- nos trechos seguintes, a autora nos leva a crer que os games e as mídias em geral hoje estão a serviço da manutenção do modelo atual ?
- assim, como propor “Social Impact Games” em um contexto como este ?

Para aqueles que não viram ainda, vale apena assistir:

Trata-se de uma palestra  da pesquisadora Jane McGonigal (do Instituto do Futuro - Palo Alto - Califórnia) entitulada "Jogando por um mundo melhor", no qual ela defende o uso de jogos para mobilizar as pessoas para contribuir para um mundo melhor.

Boa leitura e reflexões.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Filme "The Corporation" e a responsabilidade das empresas

A sustentabilidade é responsabilidade de todos, certo ? Pessoas físicas e jurídicas devem contribuir para que tenhamos um mundo com produtos, serviços e comportamentos cada vez mais sustentáveis. Mas será que as empresas tem este tipo de preocupação ?
Para entender melhor como as empresas encaram nosso mundo é muito útil assistir o filme:
"The Coorporation" - http://www.thecorporation.com/
O DVD pode ser locado na maioria das boas locadoras ou adquirido nas boas livrarias na internet
No Youtube é possível assistir também alguns trechos do filme (legendado). Eis o link para o primeiro trecho:
http://www.youtube.com/watch?v=hj-5iFrVczQ
Assista o filme e reflita:
No filme Coorporation (A coorporação) são estimuladas reflexões sobre a enorme presença das grandes corporações no dia-a-dia da sociedade hoje; e se questiona o Estado, a Justiça e as corporações - Quem está a serviço de quem? O que você pode concluir a partir do que viu no filme ?
Ainda com relação ao filme, é feita uma comparação entre as empresas e uma pessoa psicopata. O resultado desta comparação é a identificação de diversas características comuns (total desinteresse pelo sentimento alheio, incapacidade de manter relações duradouras, total desconsideração pela segurança alheia,  Incapacidade de sentir culpa, Incapacidade de seguir as normas sociais de conduta dentro da lei, etc). Por que as pessoas que dirigem, trabalham ou mesmo os acionistas destas empresas não contribuem para mudar este comportamento ?
Aguardo os devidos comentários.