Mas será que a nossa forma de viver atualmente contribui efetivamente para nossa felicidade ?
Na sociedade de consumo o sujeito (consumidor) se transforma em objeto. Ele ao mesmo tempo consome e precisa ser consumido. É a coisificação do indivíduo. E a estratégia que ele acaba adotando para voltar a ser sujeito (humano) é a de se transformar num objeto (produto, mercadoria) perceptível
Vejam as opiniões de Tim Jackson (mestre em filosofia pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, e Ph.D em física pela Universidade de St. Andrews, na Escócia.) e Amartya Sen (ganhador do Nobel de Economia em 1998):
Tim Jackson:
“A contínua busca pelo crescimento coloca em risco os ecossistemas dos quais dependemos para uma sobrevivência de longo prazo. Também há ampla evidência de que uma riqueza material maior nos países industrializados não faz seus habitantes felizes, muito pelo contrário. Além de determinado nível de renda, não existe uma correlação de que isso seja diretamente proporcional à felicidade.”
Fonte: http://www.pratigi.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1232:em-cima-da-noticia&catid=96:noticias&Itemid=458
Ele é autor do documento: Prosperidade sem crescimento ? Que discutiremos em outro POST. Disponível em:
http://www.sd-commission.org.uk/file_download.php?target=/publications/downloads/prosperity_without_growth_report.pdf
Amartya Sen:
É necessário redefinir a riqueza e a prosperidade com base nos parâmetros de *capacidade de florescimentoO florescimento se define como ter o suficiente para comer, ser parte de uma comunidade, ter um emprego que valha a pena, uma moradia decente, acesso a educação e serviços médicos.
Pensando nesta linha é relevante destacar o conceito de SUSTENTABILIDADE sugerido pelo professor Ezio Manzini (INDACO, Politecnico di Milano): “ a maneira de ser e fazer que possibilite que as pessoas possam viver melhor consumindo menos e regenerando seus contextos de vida"
Considerando esta perspectiva, qual deve ser o papel do Designer ?
Segundo o professor Ezio Manzini, o designer deve deixar de ser “agente de consumo”, e tornar-se “agente de bem-estar sustentável”. O que significa isso na prática ? REFLITA A RESPEITO E DÊ SUA OPINIÃO.
Seguindo o pensamento do professor Ezio Manzini ,o designer deveria criar bens com um maior ciclo de vida formulado de um estrutura que, se não completamente, mas sua maior parte, reciclável. O que fosse descartável não poderia ser prejudicial ao meio ambiente.
ResponderExcluirA um tempo o ser humano se desfazia do que não lhe era mais útil, contudo hoje percebemos produtos com estrutura para anos sendo trocados em meses por lançamentos. Essa troca frenética acontece devido a campanhas de marketing que criam nas pessoas a necessidade de consumo gerando uma felicidade artificial, logo a felicidade comprada passa e necessita ser adquirida novamente gerando mais consumo.
O designer deve procurar criar menos modismos e parar de inserir na sociedade a necessidade de gastar. Consideraram-se, por exemplo, que hoje as pessoas trocam de celulares constantemente apenas por novos modelos com estilos diferentes, mas com mesmas funções vemos um erro de design, seria realmente necessária essa troca?
Devemos começar a pensar de uma maneira sustentável e procura proporcionar as pessoas bem-estar mas sem comprometer o meio ambiente criar produtos duráveis e ecologicamente corretos. E as grandes campanhas publicitárias deveriam ter em primeiro plano a conscientização ecológica e social. O designer nunca pode esquecer: temos recursos finitos e se apenas consumirmos um dia esse sistema entrara em colapso tendo causado malefícios possivelmente irreversíveis.
Um dos grandes desafios que o design atual enfrenta é o de estar em sinfonia com os processos de desenvolvimento sustentável. Praticamente todas as fases do design, desde o seu processo de fabricação até a sua construção, devem ser pensados. Sendo assim, o design existe desde o primeiro instante em que se pensa em um novo produto, envolvendo a estratégia comercial e análise de mercado, a identidade corporativa, os aspectos técnicos da realização do produto e a comunicação do produto...
ResponderExcluirO modelo de consumo adotado atualmente é o dos produtos descartáveis. Você compra, usa, descarta, compra...É um ciclo vicioso que já nos habituamos.Buscar modelos sustentáveis implica em mudar bruscamente o nosso cotidiano. Por um lado temos o consumismo desenfreado e do outro a preocupação quanto a qualidade ambiental.
O design pode ser utilizado como ferramenta de transformação da mentalidade industrial e consumidora, desenvolvendo conceitos que possam agregar-se ao mercado, produzindo um ambiente adequado para o desenvolvimento sustentável de produtos e serviços.
Respondendo a pergunta, o papel do designer na questão da sustentabilidade é adotar uma postura favorável ao meio ambiente e ao consumo consciente, tornando-se um agente transformador de novos padrões de consumo, sejam eles duráveis ou efêmeros. Com o seu conhecimento e criatividade, os designers tem a capacidade de propor inovações que aproveitem os recursos (energia, água, materiais de construção) de forma mais adequada ao clima, e a cultura local, interferindo de forma positiva no ambiente. Estamos nos tornando cada vez mais o elemento catalisador e coordenador de todo o processo de desenvolvimento do produto ao invés de sermos chamados somente no final para redesenhar o projeto.
O designer pode ajudar sim nessa causa, mas essa ajuda na minha opinião é ínfima. Infelizmente no modelo econômico que se segue no mundo hoje, o capitalismo, há a necessidade desse consumo frenético, e essa mensagem (COMPRE!COMPRE!COMPRE!) está implícita nos meios de comunicação. O designer não tem condições de andar contra essa corrente. O que pode ser feito segundo meu ponto de vista, são pequenas atitudes individuais e sem intenção de lucro, como pequenas animações informando sobre um consumismo mais consciente por exemplo, aproveitando que hoje em dia está muito mais fácil divulgar um material, pois existe muitas mídias para tal objetivo.
ResponderExcluirOutra ação seria a de propor dentro das empresas, a produção de produtos auto-recicláveis, já que estes são descartados pelos consumidores muito rapidamente, independentemente da sua real durabilidade.
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ResponderExcluirO grande problema desse capitalismo consumista, é que ele é u ciclo “perfeito” (para os parâmetros capitalistas) e vicioso. Os designers estão inseridos nesse ciclo, precisam sobreviver, precisam de uma casa, precisam de comida, precisam de lazer, precisam de carros, precisam de roupas novas, precisam de novos celulares, precisam de novos computadores para poder instalar seus novos softwares adquiridos para que possam trabalhar e ter dinheiro para comprar o que precisam. Tá certo que muitas coisas eles simplesmente acham que precisam, acham que precisam disso para serem felizes, e para isso eles trabalham dentro desse sistema, projetando e desenvolvendo novos produtos que abasteçam esse mercado, por que, sim, são esses os trabalhos que dão o maior retorno financeiro para os profissionais da criação. Não é um produto que tem que ser mudado, não é, também, um meio de produção, mas sim um estilo de vida. É preciso plantar na cabeça das pessoas a semente da razão.
ResponderExcluirA questão é que cabe à profissão do designer fazer um produto que venda. São os designers, em sua maioria, que transformam um produto útil em algo de puro apelo estético, piorando sua funcionalidade e adicionando muitos materiais desnecessários, mas isso VENDE! E é isso o que as pessoas cada vez mais vão buscar, um meio de se sentirem diferente dos demais. E como eu disse, é isso que tem que ser mudado. A felicidade tem relação com a situação financeira até certo ponto, quando uma pessoa tem moradia, alimentação, saúde, lazer e um trabalho que lhe dê prazer, ela muito provavelmente vai ser feliz em muitos aspectos, sem a necessidade de bens adicionais.
Hoje, como já citei em outro post, os bens e serviços de cunho sustentável são vistos como um nicho de mercado, são feitos para aquelas poucas pessoas que pensam de maneira consciente sobre o papel nelas na sociedade. Quando algo realmente útil nesse aspecto é desenvolvido, alguma empresa responsável (e as vezes nem são elas que o fazem, perdendo a vez para grandes empresas com mais poder) cria uma patente em cima desses produtos (sejam bens ou serviços) e tentam lucrar o máximo em cima disso. Uma boa idéia deveria ter patente livre, para que fosse facilmente copiada e que chegasse ao acesso da maioria das pessoas no menor tempo possível! Os designer têm a fama do ego, de ser um superstar na sua área, de criar e poder dizer “Eu fiz e eu vou ganhar com isso!”, enquanto o correto, pelo menos eu penso assim, deveria ser “Isso vai ser muito útil, vou logo espalhar a idéia!!!”. Acredito que a importância maior não seja ter seu nome estampado em um bom produto, mas sim no, possível, anonimato da “infestação” de uma idéia primordial.
O que quero dizer é que não basta apenas criar pensando nos materiais, meios de produção, mão-de-obra, destino final e etc , não que essas coisas não sejam importantes, pois são e MUITO! Mas deve-se tomar cuidado com aspectos que normalmente não são abordados nas academias, congressos, encontros e convenções. Fica a dica ;D
Buscando a felicidade nos objetos o homem de hoje tende a sair de si mesmo para encontrar fora todos os valores que deixou de cultivar dentro de si. Entra em um círculo vicioso, sentindo-se vazio ele busca a completude no consumismo, alienando-se de sua moral, de seu futuro e do seu sentido de vida.
ResponderExcluirNão adianta projetar produtos que tenham uma maior duração, que sejam sustentáveis, se as pessoas buscam o consumismo, o descartável.
O que deve mudar é a estrutura, o sistema, a mente das pessoas, suas vontades.
Na pratica, o designer deve tentar desenvolver produtos e/ou marcas que ajudem no bem-estar da sociedade de maneira sustentavel e sem pensar peimeiramente no lucro, que é a causa da situação calamitosa em que o mundo se encontra hoje pela ganancia e fome de poder das grandes potencias industriais do mundo.
ResponderExcluirMais uma vez, o papel do designer é o de pesquisar, analisar e botar em prática. O designer deve tentar buscar maneiras de produzir afastando-se cada vez mais desse ciclo vicioso que é o mercado capitalista, mesmo que, a priori, ele mesmo esteja inserido neste.
ResponderExcluirQuanto à questão de 'deixar de ser “agente de consumo”, e tornar-se “agente de bem-estar sustentável”', são notáveis as propostas que vêm surgindo nessa "onda sustentável", onde o interesse de empresas têm aumentado no que diz respeito à essas questões.
O designer de animação é, em essência, um consumidor, pois depende de meios para a produção de conteúdo midiático, em sua grande parte, eletrônicos. Ser um "agente do bem-estar sustentável" nesse contexto se dá através do consumo de produtos que agridam menos o ambiente, que tenham sua produção em locais onde não há trabalho "escravo", enfim, que sejam realmente sustentáveis.
Na pratica, a idéia de que o designer desse se tornar um "agente de bem-estar sustentável é meio utópico, pois estamos no meio de um ciclo consumista, onde as pessoas querem consumir mais, mais e mais, e o designer contribui com esse ciclo, pensando diretamente no lucro. Porém há maneiras de amenizar as consequencias que o consumismo compulsivo causa, pensando na reciclagem do produto e da embalagem, destino final, materiais, meios de produção, mão-de-obra, etc. Isso é importante. É necessário visar primeiro o nosso planeta para depois visar o lucro, não é isso que acontece, muitos designers partem do principio de adotar uma postura favorável ao meio ambiente e ao consumo consciente, tornando-se um agente transformador de novos padrões de consumo, sejam eles duráveis ou efêmeros, contudo a grande parte desses profissionais muitas vezes não se preocupam se suas ações são sustentaveis ou não por se preocuparem primeira mente com o lucro.
ResponderExcluirEstamos todos incluidos muito fortemente ao capitalismo, mesmo procurando não contribuir para esse pensamento, somos afetados pelo que é gerado por esse sistema. Em um mundo perfeito, simplesmente passar uma mensagem para as grandes massas seria suficiente para quebrar essa corrente de pensamento, porém no estado atual das coisas, acredito que o Designer deve ter um pensamento não tão utópico, mas ainda fazer o que lhe é possível para livrar o mundo de certos costumes e desejos desnecessários. Um designer deve fazer seus produtos tendo a sustentabilidade ecológica e economica em mente, mas não deve esquecer de que o que está produzindo pode vir a ter um impacto grande nos seus usuários, deve fazer produtos que não escravize seu usuários e, se possível, até o faça refletir um pouco sobre o que está consumindo.
ResponderExcluirHoje é evidente em grande maioria da população a necessidade de consumo que o ser humano adota como modelo de vida. Produtos tem sua duração de uso limitados pelo consumismo implantado na cabeça do homem pela publicidade. Se algo precisa ser descartado é apenas a concepção do designer de que suas criações precisam basear-se no conceito do consumismo. Precisamos de produtos planejados para uma maior duração, diminuir o número de embalagens descartáveis, as quais passam pela mão do consumidor tão rapida e inutilmente podendo-se considerar que da fábrica vão direto para os lixões ou até, grande parte, para os mares. Nesse caso, olhando para o passado podemos construir um bom futuro, re-adotando os modos antigos de compra, e enfraquecendo o sistema capitalista do consumo.
ResponderExcluirJean Lucas Franco
ResponderExcluirO designer deve deixar de criar o produto, e reestruturar todo o modo de vida. É a 4ª etapa que possibilitará que o designer trabalhe sem auxiliar a destruição do ecossistema ou a infelicidade humana. Não são bugigangas mais caras que deixarão as pessoas felizes, isso só vai degradar mais o ecossistema por ser feito e por ser jogado fora. Deve-se desenvolver um modo de as pessoas serem mais felizes.