quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Design e Sustentabilidade - reflexões iniciais sobre o potencial de contribuição

Nos documentários já analisados é possível perceber como é grande o desafio de contribuir para a sustentabilidade.
No vídeo Story of Stuff (A história das coisas)  - disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
afirma-se que logo após a segunda guerra mundial se buscavam formas de melhorar a economia e a sugestão de Victor Lebow virou regra para todo o sistema.
Ele disse: “Nossa economia altamente produtiva exige que façamos do consumo nosso meio de vida, que devemos converter a compra e o uso desses bens em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, em consumo. Precisamos ter coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo mais e mais acelerado.” 
Assim, o "consumo" tornou-se a preocupação principal e a obsolecência planejada e percebida (olha o design aí gente !!) são usadas de forma deliberada para de forma combinada com a mídia incentivar o consumo.
Refletindo sobre tudo isso, como podemos encarar o papel do design neste contexto ? e como pode ser um design que contribua para um mundo mais sustentável e uma vida mais feliz ? Em especial, como o design de animação pode contribuir ?

8 comentários:

  1. Generalizando o design não tem um ciclo sustentável. Os produtos são produzidos valorizando o descartável, o que torna pratico e rápido auxiliando a falta de tempo, mas que a longo e médio prazo geram lixo e poluem o ambiente. Na nossa área, Animação, fazemos muita propaganda incentivando o consumismo e os modismos criando uma falsa necessidade de compra, é a felicidade artificial. Tornamos-nos parte do sistema, não pensando nem tendo consciência, apenas produzindo para venda uma animação ou um anuncio publicitário(direto ou indireto). Nosso trabalho é encontrar a melhor forma de atingir um publico alvo e isso nos da uma grande responsabilidade social.
    O consumo esta inserido no pensamento da população e é com essa necessidade instalada que o design vem trabalhando. Os maiores responsáveis são os consumidores que manipulados dizem o que querem e cabem as corporações atende-los.
    Temos que ter em mente que mesmo o consumidor desejando algo, não significa realmente necessário, o papel do design está em projetar novas coisas ou funções e para isso, levamos em conta os mais diversos aspectos, dentre eles uma prática sustentável. Devemos fazer um eco design mais com a ideia da conscientização e não com o objetivo de atingir um nicho de mercado.

    Produzido por: Eduardo, Isaque, Marcos e Morgana.

    ResponderExcluir
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  3. Produtos são feitos para ser descartado, um ponto difícil de ser evitado. A tecnologia evolui rapidamente: objetos de desejo hoje se tornam obsoletos em pouco tempo.
    Sair desse tal sistema é uma tarefa difícil e gradual, já que uma mudança radical traria ainda mais problemas ao mundo. A geração atual já dispõe de todo um aparato tecnológico e são educadas desde cedo a fazerem parte do sistema supracitado: começam a estudar mais cedo, aprendem mais de uma lida enquanto criança e já tem um encaminhamento profissional nessa mesma fase. Os profissionais são formados com a mentalidade de que deve inserir-se no sistema o mais rapidamente possível, sem se importar em fazer a diferença.
    O meio de consumo atual é baseado no emocional, onde a pessoa compra não pela utilidade ou necessidade, mas pelo desejo. A mídia influencia o comportamento das massas, com campanhas de publicidade (valor agregado do design) que atingem diretamente o desejo do consumidor. Os próprios produtos já são projetados para serem associados às tais campanhas, aumentando a efetividade das mesmas.
    As animações também fazem parte dessa cultura do consumo emocional, como por exemplo, os produtos licenciados de personagens famosas, como os da Turma da Mônica (alimentos, produtos de limpeza, parque temático, entre outros) que provém de HQ. Também existem as influências indiretas, onde o estilo de vida das personagens reflete o que está em evidência e consequentemente influência os telespectadores, como a personagem Bob Esponja trabalhando em uma rede de fast-food, ou a animação BratZ que trata de um grupo de garotas que vivem em Shoppings, vivendo o “sonho americano”.
    Em contrapartida há animações, tanto filmes em animação quanto jogos, que mostram o lado “podre” da nossa cultura, retratando-o de forma escrachada. Temos como exemplos a série em animação ‘Invader Zim’, que mostra o planeta completamente sujo, onde todos ignoram a verdade e vivem uma ilusão criada pela mídia. Também há ‘Captain Planet and the Planeteers’ que retrata as corporações como vilãs que se divertem ao poluir o planeta.
    Os filmes em animação e jogos que procuram retratar a realidade deveriam realmente retratar a realidade, não um mundo fantasioso criado para satisfazer as vontades e ambições de grandes corporações.


    By: Cleiton, Daniela, Luiz Fernando, Ramon.

    ResponderExcluir
  4. Todas as empresas tem como principal visão o lucro. Algumas delas veem na sustentabilidade uma oportunidade para obter lucros. O designer não possui uma grande participação nesse processo.
    Dentro dessas empresas que buscam a sustentabilidade como lucro, os designers são apenas voz passiva, o meio que as empresas buscam para alcançar essa meta.
    Mas mesmo fora dessas empresas, ainda há uma pequena parcela de designers autônomos que trabalham em prol da sustentabilidade, adaptando produtos já existentes a um modo de vida mais sustentável. São poucos, mas crescem em número com a demanda da população por produtos sustentáveis.
    Mesmo que por modismo, a população busca cada vez mais produtos ecológicamente corretos. Com isso, mesmo sendo mais caros, os produtos sustentáveis ganham seu lugar no comércio.
    O design possui potencial para ajudar o mundo, afinal parte dos produtos são desenhados apenas por designers. Para melhorar o mundo, o design poderia ter uma participação maior no projeto de todos os produtos, independente da área, com uma visão mais sustentável e menos lucrativa.
    Com isso, teríamos produtos menos prejudiciais a saúde e com um maior índice de aproveitamento e reciclagem. Os produtos deveriam durar mais e ser menos danosos ao meio ambiente.
    Os comerciais, anúncios e afins, poderiam também contribuir com a concientização. Principalmente aqueles cujo público é o infantil, pois as crianças são aquelas que aprendem mais facilidade novos hábitos.
    As animações poderiam mostrar modos de ser sustentável, como o ecológicamente correto é melhor para todos. O público da animação não precisa ser apenas o infantil, mas com já dito, as crianças são grandes aliados na mudança do mundo.
    por: fernando, josé guilherme, lucas, jean, daniel.

    ResponderExcluir
  5. Acredito que não há uma forma de mudar esse sistema. É do consumo que ele se mantêm, mas nós designer poderíamos conscientizar as pessoas através de animações sobre um consumo mais consciente,ou melhor, incentivar pequenas atitudes individuais, como optar pelo transporte coletivo ao invés de andar no carro próprio, ou até mesmo utilizar a velha bicicleta, reciclar o óleo de cozinha, reduzir o tempo no chuveiro, fechar a torneira enquanto escova os dentes, etc.
    Podíamos ainda propor produtos feitos de material reciclável.
    Diego Belotto Globekner

    ResponderExcluir
  6. Criar produtos que sejam mais duráveis, utéis, sustentáveis e inovadores.

    ResponderExcluir
  7. Como dito em vários posts e provas, a contribuição do designer pode basear-se na criação de produtos sustentáveis que não deixem de ser atrativos e funcionais e não façam uso excessivo de recursos naturais para produção. Aumento no numero de produtos recicláveis e retornáveis, além de, claro, usar do design para a conscientização das pessoas informando sobre a sustentabilidade e passando a idéia de um mundo melhor

    ResponderExcluir
  8. Não há como mudar o sistema hoje, a solução mais apropriada seria o da criação e elaboração de produtos e serviços dos quais visem o aumento de tempo de vida de produtos físicos, serviços que facilitariam nossas vidas, assim evitando a produção desenfreada de produtos e serviços facilmente descartáveis hoje e que ficam obsoletos em um curto espaço de tempo.

    ResponderExcluir