segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Sacolas e Copos Plásticos: o jogo começa a endurecer contra eles !!

Vejam só o que está ocorrendo no mundo  com relação as sacolas plásticas (por exemplo, a Itália está proibindo o uso de sacolas plásticas) e aqui no Brasil.

Detalhe: o que vale para sacos plásticos, serve também para copos plásticos. Na prática o problema é o mesmo !

Além de ecologicamente correto, a troca dos copos plásticos descartáveis por canecas personalizadas da empresa ou instituição é uma opção  econômica. Fazendo as contas é possível ver o quão bem faz (inclusive financeiramente) ser ecologicamente correto.
vejam, por exemplo, http://www.sucessonews.com.br/copo-descartavel-ou-caneca-personalizada/

Outra informação importante: não adianta optar pelos chamados plásticos oxibiodegradáveis. Uma pesquisa publicada na Revista Pesquisa FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) mostra claramente isso (ver resumo abaixo).
Artigo: Degradação Dificil - Revista Pesquisa FAPESP - Outubro de 2008 Nº: 152 Pag: 76
Você já deve ter notado que as sacolas plásticas que você usa no dia-a-dia trazem a informação de que são confeccionadas com plástico oxibiodegradável . Esse tipo de plástico começou a ser produzido no final da década de 80 e, segundo seus fabricantes, são ambientalmente corretos e se decompoem rapidamente na natureza. Uma pesquisa mais recente, porém, revelou que apesar do plástico se fragmentar e virar pó rapídamente, ele não é consumido pelos fungos, bacterias e outros microorganismos. O que significa que os componentes do produto não são retornados ao ciclo.
Em um teste foram comparadas duas amostras de plástico, uma com o aditivo pro-oxidante e outra sem. O resultado foi que a amostra com o pro-oxidante de fato se fragmentou mais rapidamente, porém mesmo após dois meses, nenhuma das duas amostras demonstrou uma diferença significativa na redução de massa. O que significa que as tais sacolas de plástico oxibiodragradável não são realmente biodegradáveis.
Disponível em: http://revistapesquisa.fapesp.br/?art=3660&bd=1&pg=1&lg=
Vejam algimas reportagens que ilustram o que está sendo feito para reduzir o consumo de plástico:
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VEJA, 2 de Janeiro 2011
Itália proíbe sacolas plásticas a partir de 1º de janeiro
Paralelamente à proibição, o governo lançará uma campanha de conscientização para promover o uso de sacolas recicláveis
(Martin Poole / Thinkstock)
"Isto marca um passo importante na luta contra a poluição e nos torna a todos mais responsáveis com relação à reciclagem"
Ministra do Meio Ambiente da Itália, Stefania Prestigiacomo

A Itália já divulgou sua meta de Ano Novo para o meio ambiente: banirá as sacolas plásticas de lojas e supermercados de todo o país a partir de 1º de janeiro - quando os consumidores que aguardam as promoções de final de ano deverão adotar bolsas biodegradáveis, de tecido ou papel.

Os italianos estão entre os maiores consumidores de sacolas plásticas da Europa, com uma taxa de uso per capita de mais de 300 sacolas ao ano. Cerca de um quarto das 100 bilhões de sacolas plásticas importadas pela Europa vem da China, Tailândia e Malásia.

"Isso marca um passo importante na luta contra a poluição e nos torna mais responsáveis em relação à reciclagem", disse a ministra do Meio Ambiente, Stefania Prestigiacomo. Ela afirmou ainda que o governo está lançando uma campanha de conscientização para promover o uso de sacolas feitas de materiais naturais e recicláveis, "que não devem apenas ser práticas e ecológicas, mas também ter estilo".

Grupos ambientalistas saudaram a proibição, apesar da oposição das indústrias
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http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lei-proibe-uso-de-sacolas-plasticas-em-varios-paises-20100123.html
Países reduzem consumo ao cobrar por sacola plástica

China, Irlanda e Itália cobram por cada saco plástico se consumidor quiser usar o material
Caroline de Carvalho, do R7

Sacolas vendidas na China são mais resitentes após a implantação da lei
Alguns países adotaram leis rígidas contra o consumo de sacolas plásticas. A China, por exemplo, proíbe a distribuição gratuita e cobra R$ 0,20 por cada saco feito de um material mais resistente. O país quer reduzir o consumo diário de 3 bilhões de sacolas plásticas.

Em 2002, a Irlanda também instituiu a cobrança de sacolas plásticas, o que fez o consumo cair 97%, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente. Apesar de recentes, algumas dessas medidas conseguiram mudar o hábito dos moradores e diminuir o uso do produto.

Na Itália, as sacolinhas de plástico devem ser proibidas, mas os supermercados já cobram cerca de R$0,05 por unidade.

Nos Estados Unidos, a primeira cidade norte-americana a banir o uso das sacolas plásticas foi São Francisco, em 2007. Só para se ter uma idéia, no país inteiro estima-se que o consumo seja de 100 bilhões de sacolas por mês. Agora a coleta do lixo é feita em coletores seletivos especiais, que não aceitam o depósito de sacolas plásticas. Neste caso, os resíduos orgânicos devem ser embalados em papel, jornal ou sacos feitos de matéria-prima orgânica renovável.
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http://noticias.r7.com/brasil/noticias/cidade-em-sc-reduz-em-91-consumo-de-sacolas-plasticas-20100123.html

Cidade em SC reduz em 91% consumo de sacolas
Redução ocorreu depois que os mercados passaram a cobrar R$ 0,50 por pacote com sacos
Caroline Carvalho, do R7

Os habitantes de Xanxerê, no interior de Santa Catarina, foram mais longe na política de reduzir o consumo de sacolas plásticas. A cidade, com cerca de 42 mil habitantes, conseguiu cortar 91% do uso dos sacos desde abril de 2009, quando os supermercados passaram a cobrar pelas sacolas plásticas: R$ 0,50 por cada embalagem com cinco.

Xanxerê não tem lei que proíba o uso de sacos plásticos. A iniciativa para reduzir o consumo partiu da sociedade civil e começou com uma campanha da prefeitura local, informa o Ministério do Meio Ambiente. Anteriormente, eram usadas 1 milhão de sacolas por mês na cidade.

Ainda na onda ecológica, duas redes de supermercados Walmart e Carrefour aderiram à campanha “Saco é um Saco” do governo. O grupo Carrefour tem a meta mundial de zerar o uso de sacolas plásticas até 2015.

O diretor de sustentabilidade do Carrefour Brasil, Paulo Pianez, diz que a meta no país é reduzir 50 % o uso das sacolinhas e, só em 2015, zerar o consumo. Pianez acredita que uma das dificuldades no projeto é driblar a “relação afetiva” que o brasileiro tem com a sacola e que, por isso, é preciso dar ao consumidor outras alternativas.

- O brasileiro usa sacola para lixo em casa, para guardar roupa molhada da academia, leva para praia. Não podemos retirar tudo e não mostrar opções. Temos que investir no consumo racional das sacolinhas, na reutilização delas.

O Walmart tem a meta de reduzir em 50% o consumo de sacolas até 2013. Em 2009, a redução foi de 10%, o que equivale a 50 milhões de sacolas plásticas. Outra ação do supermercado é pagar pela sacola (R$ 0,03), ou seja, dar um crédito para o consumidor que optar por não usar o saco plástico. O estabelecimento também fornece a sacola retornável.

Em vigor em todas as lojas do Nordeste e do Sul (286 unidades), o programa já tirou do meio ambiente mais de 12 milhões de sacolas e concedeu mais de R$ 360 mil em desconto para os clientes. Tudo isso para reduzir o consumo de sacolas pelo grupo, que é de 1,4 bilhões por ano.

http://www.sacoeumsaco.com.br/blog/tag/impacto-ambiental/page/3/

Depois que Xanxerê, através da mobilização de empresários, governo e comunidade, baniu a distribuição gratuita de sacolas plásticas na cidade – em um ano, o consumo de sacolas plásticas caiu em 85%! – vários municípios de Santa Catarina seguiram o bom exemplo!

No dia 25 de fevereiro, o município de Ponte Serrada parou de distribuir sacolas plásticas de forma gratuita.

Ponte Serrada se une a  Xanxerê, Xaxim, São Lourenço do Oeste, Mondaí, São Domingos e Seara, que já baniram as sacolas plásticas. Em 12 de abril, será a vez de Pinhalzinho suspender a distribuição gratuita das sacolinhas.

Parabéns ao povo catarinense e sua atuação efetiva para reduzir o impacto ambiental causado pelas sacolas plásticas! É incrível como é só questão de vontade e consciência. Vamos torcer para que mais e mais municípios sejam contagiados por esta ideia!

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Neste site é possível ver a Campanha de TV relacionada a campanha de abolição do uso de sacolas plásticas em Xanxerê
http://www.youtube.com/watch?v=ToHXH2VhZKU

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http://noticias.r7.com/brasil/noticias/lei-no-rio-manda-acabar-com-sacolas-plasticas-ate-2012-20100123.html

publicado em 24/01/2010 às 06h00:
Lei no Rio manda acabar com sacolas plásticas até 2012

Estabelecimentos comerciais devem trocar sacos por bolsas retornáveis ou vão pagar multa
Caroline de Carvalho, do R7

Multas para estabelecimentos que não trocarem as sacolas chegam a R$ 12 mil
Uma lei no Rio, aprovada em julho do ano passado pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), obriga os estabelecimentos comerciais do Estado a trocarem até 2012 as sacolas plásticas por bolsas feitas de material reciclável. Quem não cumprir a regra, está sujeito a multas que podem chegar a R$ 10 mil por cada infração.

Além do Rio, governos de quatro Estados adotaram leis contra o uso de sacolas plásticas [Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco e Paraná], 19 prefeituras [Goiás, Belém, Piracicaba, Balneário Camboriú, Uruguaiana, Maceió, São Paulo, Jundiaí, Natal, Florianópolis, Belo Horizonte, Uberlândia, Recife, João Pessoa, Aracajú, Sorocaba, Piracicaba, Mogi das Cruzes e Guarulhos] e o Distrito Federal.

Em Santa Bárbara D`Oeste, no interior de São Paulo, há um projeto de lei dos vereadores Fabiano Martinez (PDT) e José Antônio Gonçalves (PV) que cria caixas preferenciais nos supermercados para quem opta por não usar sacola plástica. A previsão é de que o projeto seja votado este ano.

Em contrapartida, a Plastivida (Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos) incentiva o uso de sacolas plásticas, mas de forma consciente, sem desperdício, e recomenda que os consumidores exijam sacolas mais resistentes para evitar o abuso.

Outras sugestões do site da instituição incentivam a reutilizar os sacos de várias formas: como bolsa de gelo, capa de chuva, proteção de sapatos, vedar janelas quebradas, colocar lixo doméstico. O Instituto também defende a coleta seletiva de lixo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Interessante pesquisa sobre sustentabilidade

Prezados,
no endereço
http://www.walmartsustentabilidade.com.br/_pdf/relatorios/sustentabilidade_aqui_e_agora.pdf
é possível achar uma interessante pesquisa sobre sustentabilidade denominada SUSTENTABILIDADE AQUI E AGORA
O documento leva o apoio do Ministério do Meio Ambiente e foi financiada pelo Wall-Mart
Só para dar um gostinho do que há no documento:

Há muito a fazer com relação à destinação correta de resíduos. 
Alguns alertas:
- 70% dos entrevistados jogam pilhas e baterias no lixo do¬méstico;
- 66% descartam remédios no lixo doméstico;
- 33% jogam tintas e solventes no lixo doméstico;
- 39% descartam óleo usado na pia da cozinha;
- 17% possuem lixo eletrônico guardado em casa.

Entre os três principais itens sobre os quais as pessoas se demonstraram
mais dispostas a colaborar, dois podem ajudar também
a economizar dinheiro. O primeiro lugar entre as atitudes do
dia-a-dia ficou com a economia de água, em segundo vem a separação
do lixo doméstico e, em terceiro, a redução do consumo
de energia elétrica em casa. Surpreendemente logo atrás vem a
disposição para não usar sacolas plásticas. Este é um indicativo
de que há uma aceitação por parte da sociedade para iniciativas
ou mesmo políticas públicas para a eliminação das sacolas

Vale a pena a leitura.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Pesquisa como insumo para se pensar produtos e serviços sustentáveis

A pesquisa científica é uma das fontes fundamentais para gerar subsídios tanto para identificar a necessidade de produtos e serviços mais sustentáveis, quanto para inspirar sua criação. Uma fonte interessante de informações sobre pesquisa é a revista da FAPESP (vejam os links abaixo)
 http://www.revistapesquisa.fapesp.br/
http://www.agencia.fapesp.br/

Identifique nas revistas Pesquisa FAPESP 5(cinco) exemplos de pesquisas ou desenvolvimentos científicos que podem servir de base ou justificar o design ou redesign de produtos ou serviços mais sustentáveis (nome da pesquisa, referência bib, e resumo). A seguir, discuta os eventuais desafios e dificuldades para viabilizar tais produtos ou serviços nos modelos de negócios atuais ou em novos modelos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Zeitgeist - o sinal dos tempos - vale a pena conferir !

Zeitgeist (pronúncia: tzait.gaisst) é um termo alemão cuja tradução significa espírito de época, espírito do tempo ou sinal dos tempos. O Zeitgeist significa, em suma, o conjunto do clima intelectual e cultural do mundo, numa certa época, ou as características genéricas de um determinado período de tempo. (Fonte: Wikipédia)
Recomendo que assitam o filme: Zeitgeist Addendum
O vídeo pode ser assistido no link:
http://video.google.com/videoplay?docid=-5814730160244204337#
Trata-se de um ousado documentário, de produção independente, que não apenas desnuda a perversidade e manipulações da grandes Corporações Multinacionais, assim como, a globalização,da engenharia das instituições: financeiras, políticas e econômicas, sobre a qual se têm vindo a alicerçar os fundamentos de suposto desenvolvimento das sociedades ocidentais, como também eloqüentemente nos revela, com rara oportunidade e atualizada, quer a sua insustentabilidade social e ambiental quer a sua perversidade humana e civilizacional. Estreou no 5 º Festival Anual de Cinema Artivista em Los Angeles, Califórnia, em 2 de outubro de 2008.
Este vídeo se insere no contexto de "um movimento" que se iniciou com o lançamento do filme Zeitgeist
(um filme americano de 2007 sem fins lucrativos produzido por Peter Joseph que pretende, segundo o autor, inspirar as pessoas a investigarem o mundo de uma perspectiva diferente).
Este movimento assumiu o caráter de mobilização internacional cujo site de referência é:

Entre os documentos interessantes disponibilizados neste site, recomendamos a leitura de:
Guia de orientação do ativista 

e Projetando o Futuro


Assista o filme e Leia o documento "Projetando o futuro" e comente sobre as posibilidades de design (em geral e de animação em particular relacionada a este documento),

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Desenvolvimento e Felicidade

Um dos desejos humanos mais sublimes é o desejo de FELICIDADE !

Mas será que a nossa forma de viver atualmente contribui efetivamente para nossa felicidade ?

Na sociedade de consumo o sujeito (consumidor) se transforma em objeto. Ele ao mesmo tempo consome e precisa ser consumido. É a coisificação do indivíduo. E a estratégia que ele acaba adotando para voltar a ser sujeito (humano) é a de se transformar num objeto (produto, mercadoria) perceptível

Vejam as opiniões de Tim Jackson (mestre em filosofia pela Universidade de Western Ontario, no Canadá, e Ph.D em física pela Universidade de St. Andrews, na Escócia.) e Amartya Sen (ganhador do Nobel de Economia em 1998):

Tim Jackson:
“A contínua busca pelo crescimento coloca em risco os ecossistemas dos quais dependemos para uma sobrevivência de longo prazo. Também há ampla evidência de que uma riqueza material maior nos países industrializados não faz seus habitantes felizes, muito pelo contrário. Além de determinado nível de renda, não existe uma correlação de que isso seja diretamente proporcional à felicidade.”
Fonte: http://www.pratigi.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=1232:em-cima-da-noticia&catid=96:noticias&Itemid=458
Ele é autor do documento: Prosperidade sem crescimento ? Que discutiremos em outro POST. Disponível em:
http://www.sd-commission.org.uk/file_download.php?target=/publications/downloads/prosperity_without_growth_report.pdf

Amartya Sen:
É necessário redefinir a riqueza e a prosperidade com base nos parâmetros de *capacidade de florescimento
O florescimento se define como ter o suficiente para comer, ser parte de uma comunidade, ter um emprego que valha a pena, uma moradia decente, acesso a educação e serviços médicos.


Pensando nesta linha é relevante destacar o conceito de SUSTENTABILIDADE sugerido pelo professor Ezio Manzini (INDACO, Politecnico di Milano): “ a maneira de ser e fazer que possibilite que as pessoas possam viver melhor consumindo menos e regenerando seus contextos de vida"


Considerando esta perspectiva, qual deve ser o papel do Designer ?
Segundo o professor Ezio Manzini, o designer deve deixar de ser “agente de consumo”, e  tornar-se “agente de bem-estar sustentável”. O que significa isso na prática ? REFLITA A RESPEITO E DÊ SUA OPINIÃO.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Definições de Sustentabilidade - queres uma ? te dou 25 !

Diversas são as definições que podemos encontrar do que vem a ser sustentabilidade. A seguir relacionamos vinte cinco delas:

Sustentabilidade é
1.  é uma forma de pensamento sistêmico , relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, os seus membros e as suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideais. A sustentabilidade abrange vários níveis de organização, desde a vizinhança local até o planeta inteiro. Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser: ecologicamente correto; economicamente viável; socialmente justo; e culturalmente aceito. Fonte de Referência: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade
2. é aquele que atende as necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das gerações futuras de atenderem as suas próprias necessidades.    Fonte de Referência: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
3. é o tipo de desenvolvimento capaz de manter o progresso humano não apenas em alguns lugares e por alguns anos, mas em todo o planeta e até um futuro longínquo. Assim, o “desenvolvimento sustentável” é um objetivo a ser alcançado não só pelas nações “em desenvolvimento” mas também pelas nações desenvolvidas.    Fonte de Referência:  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
4.     o tipo de desenvolvimento que, no mínimo, não deve por em risco os sistemas naturais que sustentam a vida na terra: a atmosfera, as águas, os solos e os seres vivos.    Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – Fonte de Referência:  CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
5.     “...a terra não deve ser deteriorada além de um limite razoável de recuperação. No caso dos minerais e dos combustíveis fósseis, é preciso dosar o índice de esgotamento e a ênfase na reciclagem e no uso econômico, para garantir que o recurso não se esgote.   Fonte de Referência:  Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
6.    é a maneira de perceber as soluções para os problemas globais, que não se reduzem apenas a degradação do ambiente físico e biológico, mas que incorporam dimensões sociais , políticas e culturais, como a pobreza e a exclusão social.    Fonte de Referência: BARBIERI, Jóse Carlos, Desenvolvi-mento e Meio Ambiente: as estratégias de mudança da agenda 21 – Petrópolis-RJ. Vozes, 1997.
7.    correponde a melhoria da qualidade de vida, respeitando os limites da capacidade dos ecossistemas.    Fonte de Referência: UICN, PNUMA e WWF, Cuidando do Planeta Terra, SP, 1991.
8.    é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender as necessidades e as aspirações humanas.    Fonte de Referência: Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD (Comissão Brundtland), Nações Unidas
9.    é aquele que deixa para as gerações futuras tantas oportunidades como as que temos hoje, ou mesmo mais.    Fonte de Referência: Atribuída ao Banco Mundial: MAGALHÃES, Antônio Rocha. Um Novo Panejamento, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
10.   é  aquele com capacidade de permanecer ao longo do tempo, de criar benefícios duradouros para a comunidade Fonte de Referência:  (PROJETO ÁRIDAS)    MAGALHÃES, A.Rocha. Um Novo Panejamento, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
11.    significa um compromisso com as regras ecológicas.   Fonte de Referência:  CAVALCANTI, Clóvis. Sustentabilidade e Desenvolvimento: Dois Conceitos em Colisão, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
12. é uma “utopia mobilizadora” que procura ultrapassar as principais contradições da época atual (entre meio ambiente e desenvolvimento econômico, entre crescimento a curto prazo e desenvolvimento a longo prazo) Fonte de Referência:    LIBÓRIO, Mônica. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável, in Conferência Internacional sobre desenvolvimento Sustentável – Áridas 95 (1995: Recife): Anais/Editora Paralelo 15 – Brasília, 1997.
13.  é um processo que melhora as condições de vida das comunidades humanas e, ao mesmo tempo, respeita os limites e a capacidade de cargas dos ecossistemas Fonte de Referência: SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
14.   diz respeito aos  três critérios fundamentais devem ser obedecidos simultaneamente: equidade social, prudência ecológica e eficiência econômica Fonte de Referência: (Maurice Strong, Prefácio).    SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
15.    Desenvolvimento Sustentável    Um desenvolvimento que proporcione verdadeiras melhorias na qualidade de vida humana e que, ao mesmo tempo, conserve a vitalidade e a diversidade do Planeta Terra    Fonte de Referência: UICN, PNUMA e WWF, Cuidando do Planeta Terra, SP, 1991.
16.    = desenvolvimento sem crescimento    Melhoramento qualitativo de uma base econômica física, que é mantida numa base firme através da inserção de matéria-energia que esteja dentro da capacidade regenerativa e assimilativa do ecossistema.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade.
17.    = desenvolvimento sem crescimento  - mas com controle populacional e redistribuição das riquezas – se pretender um ataque sério á pobreza.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade.
18.    é uma adaptação cultural levada a efeito pela sociedade à medida que esta se conscientiza da necessidade emergente de não crescimento.    Fonte de Referência: DALY, Herman E. Crescimento Susten tável: Um Teorema da Impossibilidade
19.   é um tipo de desenvolvimento que satisfaça as necessidades humanas  não exclua da opções econômicas e ambientais as gerações atuais e futuras.   Fonte de Referência:  SADLER, Barry. Desenvolvimento Sustentável: uma estrutura de análise.
20.  corresponde a estabilidade dos estoques de recursos, bem como os processos ecológicos necessários a manter a produtividade (fonte) e as funções assimilativas.   Fonte de Referência:  Pearce et alli  1988.
21.    é o desenvolvimento requerido para obter a satisfação duradoura das necessidades humanas e o crescimento (melhoria) da qualidade de vida   Fonte de Referência:  ALLEN, Robert – “How to Save the World”, artigo sumarizando o livro “Estratégia Mundial para a Conservação da Natureza”
22.    ...No passado, os benefícios da atividade humana foram freqüentemente exagerados, enquanto os custos das perdas ambientais foram ignorados... . às vezes argumenta-se que os benefícios dos investimentos humanos são temporários, enquanto os benefícios de um desenvolvimento sustentável são permanentes.    Fonte de Referência: Atribuída ao Banco Mundial (world Bank, 1992) em BELLIA, Vitor – Introdução à Economia do Meio Ambiente, IBAMA, Brasília – 1996.
23.    é uma  parte de uma nova perspectiva de desenvolvimento (Souza, 1994) e baseia-se em pressupostos éticos que demandam duas solidariedades interligadas: solidariedade sincrônica, com a geração à qual pertencemos, e solidariedade diacrônica com as gerações futuras.   Fonte de Referência:  BUARQUE, Sérgio C. Metodologia de planejamento do desenvolvimento local e municipal sustentável – Brasília : Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) 1999.
24.    é um relacionamento entre sistemas econômicos dinâmicos e sistemas ecológicos maiores e também dinâmicos, embora de mudança mais lenta, em que: a) a vida humana pode continuar indefinidamente; b) os indivíduos podem prosperar; c) as culturas humanas podem tornarem-se sustentáveis    Fonte de Referência: SACHS, Ignacy. Estratégias de Transição para o Século XXI: desenvolvimento e meio ambiente; tradução Magda Lopes. – São Paulo. Studio Nobel: Fundação do Desenvolvimento Administrativo, 1993.
25.     Significa tendência à estabilidade, equilíbrio dinâmico e interdependência entre ecossistemas.  Fonte de Referência:  LIMA, F. C. GUSTAVO – O Debate da Sustentabilidade na Sociedade Insustentável. In Política e Trabalho, 13, setembro/1997, p. 201-222.

Escolha a definição que você mais gostou e contribua para que ela se materialize nas suas ações no dia a dia e propague esta idéia em na sua esfera de influência !

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Design e Sustentabilidade - reflexões iniciais sobre o potencial de contribuição

Nos documentários já analisados é possível perceber como é grande o desafio de contribuir para a sustentabilidade.
No vídeo Story of Stuff (A história das coisas)  - disponível em:
http://www.youtube.com/watch?v=3c88_Z0FF4k
afirma-se que logo após a segunda guerra mundial se buscavam formas de melhorar a economia e a sugestão de Victor Lebow virou regra para todo o sistema.
Ele disse: “Nossa economia altamente produtiva exige que façamos do consumo nosso meio de vida, que devemos converter a compra e o uso desses bens em rituais, que busquemos nossa satisfação espiritual, a satisfação do nosso ego, em consumo. Precisamos ter coisas consumidas, queimadas, substituídas e descartadas de modo mais e mais acelerado.” 
Assim, o "consumo" tornou-se a preocupação principal e a obsolecência planejada e percebida (olha o design aí gente !!) são usadas de forma deliberada para de forma combinada com a mídia incentivar o consumo.
Refletindo sobre tudo isso, como podemos encarar o papel do design neste contexto ? e como pode ser um design que contribua para um mundo mais sustentável e uma vida mais feliz ? Em especial, como o design de animação pode contribuir ?