quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Filme "The Corporation" e a responsabilidade das empresas

A sustentabilidade é responsabilidade de todos, certo ? Pessoas físicas e jurídicas devem contribuir para que tenhamos um mundo com produtos, serviços e comportamentos cada vez mais sustentáveis. Mas será que as empresas tem este tipo de preocupação ?
Para entender melhor como as empresas encaram nosso mundo é muito útil assistir o filme:
"The Coorporation" - http://www.thecorporation.com/
O DVD pode ser locado na maioria das boas locadoras ou adquirido nas boas livrarias na internet
No Youtube é possível assistir também alguns trechos do filme (legendado). Eis o link para o primeiro trecho:
http://www.youtube.com/watch?v=hj-5iFrVczQ
Assista o filme e reflita:
No filme Coorporation (A coorporação) são estimuladas reflexões sobre a enorme presença das grandes corporações no dia-a-dia da sociedade hoje; e se questiona o Estado, a Justiça e as corporações - Quem está a serviço de quem? O que você pode concluir a partir do que viu no filme ?
Ainda com relação ao filme, é feita uma comparação entre as empresas e uma pessoa psicopata. O resultado desta comparação é a identificação de diversas características comuns (total desinteresse pelo sentimento alheio, incapacidade de manter relações duradouras, total desconsideração pela segurança alheia,  Incapacidade de sentir culpa, Incapacidade de seguir as normas sociais de conduta dentro da lei, etc). Por que as pessoas que dirigem, trabalham ou mesmo os acionistas destas empresas não contribuem para mudar este comportamento ?
Aguardo os devidos comentários.

14 comentários:

  1. Com o início da Revolução Industrial veio a proliferação de cidades e do comércio, fazendo assim a burguesia crescer de forma imediata. Sendo assim, o documentário se baseia nesse processo, principalmente quando se tenta compreender o desenvolvimento dessas corporações, dessas organizações formadas por pessoas que estão em busca de apenas uma coisa: o lucro. No mundo dos negócios, o objetivo é esse, obter mais lucro em menos tempo. Nem que para isso ocorra uma trágédia, como foi o caso dos ataque de 11 de setembro. Enquanto algumas pessoas estavam chocados com tal acontecimento, outros estavam tirando lucro com o mesmo. E esse comportamento não irá mudar quando se fala de dinheiro.
    O filme é composto por dezenas de entrevistas de jornalistas, acadêmicos, executivos, escritores , enfim pessoas ligadas direta ou indiretamente ao mundo corporativo , traçando um retrato das corporações e o resultado de suas ações nas sociedades onde atuam. Através dos depoimentos e imagens de arquivo, "The Corporation" procura mostrar como as grandes corporações , em sua maioria, funcionam de acordo com regras e motivações que muitas vezes não levam em conta danos causados a pessoas e à sociedade de um modo geral.
    Um outro tema deste documentário é a avaliação da corporação como uma "personalidade", como se fosse um ser humano, feitas através dos critérios diagnósticos do DSM-IV, comparando o perfil de negócios rentáveis das corporações ao diagnóstico clínico de um psicopata, ou seja, um insensível desrespeito para os sentimentos de outras pessoas, o desrespeito pela segurança de outras pessoas, a incapacidade de manter relacionamentos humanos, a incapacidade de experimentar culpa, a falta de conformidade para as regras e normas sociais e continuamente mentindo visando o lucro.
    Criadas com o objetivo único de tornar mais eficiente o acúmulo do capital, as corporações seguem uma dinâmica própria, que ultrapassa as vontades individuais de seus acionistas e executivos. Mas, mais do que criar estruturas de produção viciadas, a lógica do lucro é responsável também pelo modo como é construída a cultura corporativa e suas noções de responsabilidade social e política. As pessoas sempre estarão em segundo plano.
    De insituições de pouco valor, controladas pelo Estado, a grandes corporações que influenciam as pessoas e o cotidiano delas, o documentário ainda concentra depoimentos de críticos e teóricos que procuram explicar, não somente a existência delas, mas a forma de manipulação que elas possuem perante à sociedade. Em outras épocas, Comunismo e Igreja eram, por assim dizer, as grandes corporações. Hoje, as empresas se tornaram o que foram a Igreja e o Comunismo outrora e o roteiro de Joel Bakan procura mostrar a hegemonia delas e a repercussão que elas têm diante da sociedade.
    As corporações nada mais são do que empresas que começam com parcerias, uma espécie de sociedade entre duas ou mais pessoas. Como o capitalismo venceu o socialismo na época da Guerra Fria, essas ditas corporações cresceram ainda mais e alcançaram a auto-sustentabilidade, ou seja, elas independem de governos para existir, para alcançar os seus lucros. Na verdade, acontece o contrário e o Estado fica impotente em relação a isso, por depender da existência dessas corporações para a sustentabilidade da sua economia, para ter um investimento melhor e maior nas suas ações.

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  2. A cada novo documentário estudado, vejo o quão longe estamos de um modelo sustentável de sobrevivência . O documentário “The Corporation” impressiona, mostra claramente tudo que as corporações fazem para obter lucro. Buscar arrecadar dinheiro é algo natural, mas nunca atingir uma soma satisfatória é preocupante, essa ganância torna a corporação uma entidade perigosa, tendo o perfil de um psicopata.
    Alguns pontos que chamam atenção no documentário são: exploração da mão de obra barata; utilização da substância Posilac para ter mais produção de leite, mas que prejudica o homem e o animal; pesquisa para ter informações sobre as formas de persuasão infantil, afim de criar propagandas que auxiliem as crianças a convencer os pais; as situações de caos, como 11 de setembro que trazem a preocupação econômica em primeiro plano e não a questão sócia;, o controle absoluto que as corporações anseiam ter sobre todas as áreas.
    “Na devastação há oportunidade” foi uma das frases mais marcantes do filme, demonstrando que o homem sempre se aproveita das circunstâncias para tirar proveito. Coloca o seus interesses acima do coletivo e com isso muitos indivíduos que criticam as corporações teriam posturas semelhantes se ocupassem um cargo dentro dessas gigantes. A questão está mais para a conscientização de ser um membro da sociedade e com isso ter as devidas responsabilidades sustentáveis, assim não haveriam corporações que resistissem as pressões sociais. O dinheiro não seria capaz de comprar e a justiça seria exercida de maneira imparcial e a verdade insistiria em aparecer.

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  3. Atualmente vivemos em uma sociedade capitalista, ou seja, um sistema econômico baseado principalmente nos fins lucrativos, a produção, demanda, oferta e distribuição se concentram em sua grande maioria no poder de propriedades privadas, sendo a principal delas citada no documentário: as corporações. Corporações são grandes empresas que detêm grande poder, em várias qualidades, e possuem um caráter de psicopata, se comparada ao comportamento humano. Se você põe tanto poder assim em mãos que não se importam com coisas como bem estar alheio, leis e regras, dentre outras características que eu sumo são sempre agressivas a outros entes da sociedade.

    Um documentário que mostra coisas que não conseguimos ver de forma natural, tão acostumados com isso como estamos, o que uma corporação é capaz de fazer para obter lucro, e até mesmo com elas o fazem. Diariamente conseguimos ver que pessoas físicas são capazes de muita coisa para conseguir a engrenagem que faz o capitalismo funcionar: o dinheiro. Freqüentemente ouvimos notícias de um ser – humano que assassinou outro por causa de uma dívida. Podemos agora parar pra pensar sobre essa mentalidade, e aplicá-la a uma corporação que possui um poder incrível dentro de diversas áreas da nossa sociedade. E onde estão as pessoas que têm a obrigação de punir tais atos dessas pessoas jurídicas? Acredito sinceramente que a maioria delas se encontram na folha de pagamento dessas corporações.

    Mais uma vez por nosso sistema econômico o Estado também tenta obter lucro, e para isso, deixam que essas enormes empresas façam o que quiserem simplesmente pelo “Eles trarão muitos benefícios e investimentos para nossa região!”. Quase toda empresa esquece seu dever para com a humanidade e com a natureza e querem apenas seus direitos de lucro, e o problema é que o Estado, que deveria defender esses deveres, também os esquece em favor do lucro.

    Ainda há muito que se mudar, mas enquanto a fórmula inicial permanecer a mesma, poucas coisas podem ser feitas.

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  4. Jean Lucas Franco
    Desde que conseguiram o título de "pessoa", as corporações tem sido capazes de adquirir cada vez mais direitos e proteções. Mesmo sendo possível que uma pessoa processe uma empresa, essas proteções, somadas ao fato de empresas possuirem mais recursos financeiros do que uma pessoa física é capaz e advogados habilidosos, torna-se extremamente difícil conseguir algo.
    Como é dito no filme, independente dos ideais daqueles que comandam a corporação, o objetivo primordial delas é o lucro. Assim sendo, muitas vezes o melhor para a empresa não é o melhor para os consumidores de seus produtos. Para conseguir os lucros que almejam, elas podem demitir seus funcionários, diminuir a qualidade de seu produto podendo até torná-lo prejudicial, causar danos à natureza ou até passar por cima das leis.
    O grande problema é que mesmo com as multas, essas coisas continuam acontecendo pois as empresas podem facilmente pagar as multas e continuar com esse tipo de comportamento.
    A raiz do problema é a sede por lucro, um problema que não é facilmente resolvido.
    É necessário concientizar os cargos altos das corporações que o lucro de nada adianta se o planeta estiver morrendo e não for mais capaz de suportar a vida.

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  5. O documentário mostra que as corporações por estarem sempre criando produtos que melhoram a vidas das pessoas preenchem seu objetivo de “responsabilidade social”, mas na verdade o único objetivo de uma corporação é aumentar a sua riqueza , e por isto produzem lucros crescentes ao longo do tempo. Estas mesmas corporações que dizem que melhoravam a vida das pessoas, não lidam com a qualidade de vida de seus funcionários. As corporações tomam decisões com o objetivo de pagar salários baixos, e quando isto transferem sua produção para países com mão de obra barata, inclusive, muitas corporações já utilizaram mão de obra infantil por causa do seu baixo custo. As corporações também criam produtos que fazem mal ao ser humano também se descuidam dos animais. Elas utilizam animais para testar seus novos produtos, e alguns destes produtos eram aprovados para utilização ou consumo pelos seres humanos, apesar das corporações terem conhecimento de riscos a saúde do animal e um risco potencial para intoxicar seres humanos. As corporações também afetavam negativamente o meio ambiente, como denuncia o documentário.
    As pessoas que dirigem essas corporações monstruosas não contribuem para a mudança do comportamento da instituição que segue princípios errados do ponto de vista ético e moral justamente por temerem perder seu posto dentro da corporação. Para continuar a trabalhar em determinada corporação, os profissionais tem a obrigação de produzirem lucros crescentes levando-os a fazerem isto a qualquer custo. Entretanto, esta busca por lucros crescentes não está restrita só aos profissionais das corporações e seus donos, as corporações são monstruosas em sua essência para poder atingir seus objetivos de gerar riqueza a seus donos. Por fim, deve haver limites para as corporações e estes limites têm que ser impostos pelo mercado, pelo governo e pela sociedade, através do consumo consciente.

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  6. Ficou muito claro depois de ver o filme que o governo não passa de uma marionete nas mãos das grandes corporações mundiais... e os acionistas não podem mudar seu modo de agir porque eles tem que pensar primeiro no lucro, e depois no bem-estar da sociedade... Esse é o principal problema da sociedade capitalista atual.

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  7. O filme mostra como as grandes emrpesas são realmente quem controla o mundo atual, elas tem a proteção do capitalismo e das necessidades do povo e dos governos para continuar fazendo oq eu bem entende, geralmente agindo de forma contrário ao que seria sustentavel, indo conra o bem estar das pessoas, animais e meio-ambiente, focando apenas no lucro.

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  8. Apenas complementando o pensamento dos meus colegas, devo dizer que este é mais um documentário que visa desmascarar o mito das corporações e mostrar como nosso modo de vida é controlado pelo anseio descontrolado por lucros das grandes corporações.
    É notável a falta de preocupação com o bem-estar e qualidade de vida das pessoas, assim como o descaso com questões ambientais e mais importantes para a manutenção da vida em nosso planeta.
    Interessantíssima é a comparação feita na pélicula entre as corporações e os civis, de modo que esta é uma questão a ser melhor pesquisada e consequentemente discutida.
    Mais uma vez, o papel do designer de animação é o de fazer tais pesquisas e buscar maneiras de expô-las através das mídias disponíveis.

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  9. Daniel Felipe
    Infelizmente vivemos num mundo onde o mais importante é obter lucro. Quando as grandes corporações entram em cena, fica mais óbvio o quanto esse sistema é ruim, já que a escala é muito maior, eles não se importam com quem sofre, o quanto sofre, nem com o passado ou com o futuro, só se interessam pelo quanto podem ganhar em cima dos outros, chegando a privatizar até a água de um país.
    Alguns dirigentes e acionistas já caíram na real, mas é difícil mudar e abrir o olho de milhares de pessoas para as consequências dos atos que tomam. O máximo que algumas empresas fazem é criar a áarea da sustentabilidade em sua página da internet, mostrando toda a sua hipocrisia.

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  10. As pessoas não contribuem porque não querem pagar o preço de contribuir. Preferem fingir que a responsabilidade da empresa não é de quem gerencia, que são apenas engrenagens de uma grande máquina, do sistema. Realmente são, mas isso não os isenta da culpa. Preferem continuar pensando no lucro e no próprio bem-estar, e agir de maneira mais decente apenas fora da empresa. Pura hipocrisia.

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  11. O filme mostra quanto poder está na mãos dessas empresas e, também, o quanto esse poder corrompe os participantes dessas corporações. Novamente frizando que o desejo por grandes quantias de lucro controla as ações dessas, se há muito dinheiro em jogo, os valores morais são deixados de lado.
    Essas pessoas estão tão incluidas no sistema, dependendo dele para manter o seu estilo de vida, que preferem deixá-lo como está, desde que consigam manter suas próprias imagens limpas.

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  12. É indignante a falcatrua e falta e ética das grandes corporações. Se podemos fazer algo para acabar com isso, acredito - e protesto - que primeiramente o governo deveria descompactuar com essa farça e cobrar rigorosamente que essas corporações sigam legislações éticas e sustentáveis. Depois, é nosso dever como cidadãos (cidadões?)e consumidores saber de onde estamos comprando, e cobrar práticas mais corretas. Hoje, empresas que seguem as bases sustentáveis com responsabilidade social, desenvolvimento limpo e ética empresarial já ganham destaque no mercado. Espera-se que futuramente - e tomara que não tão futuramente - as praticas sustentáveis sirvam como índice de qualidade, quebrando com aquelas corporações diagnosticadas "psicopatas". Para isso precisamentos estudar e divulgar as ações das empresas conscientizando os consumidores sobre a origem do produto o qual compram.

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  13. As grandes empresas são de fato quem realmente controla todo sistema capitalista hoje dominante em praticamente todo o planeta e ainda influenciando de certo modo nos países ditos comunistas também, elas estão fortemente ligadas aos serviços mais básicos a serem oferecidos ao resto da população controlando des da agua que sai das nossas torneiras ao o que você faz nas horas livres, elas estão direcionadas apenas visando o lucro e o seu crescimento, não ligando para o “resto” da população nem ao próprio planeta do qual ela tira sua fonte de renda.

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